Os artistas reclamam que há alguns nomes que não contribuíram significativamente para o desenvolvimento da cultura nacional e foram contemplados
Muitos reprovam a atribuição da medalha a Nagrelha, ao grupo Tuneza, e mais recentemente a Sebem e Tony Amado, deixando para trás um humorista como Cisco e o mágico Neto Magia.
As nossas fontes referem que os critérios para a selecção dos homenageados não tem sido transparentes e a comissão deveria ter a coragem de afastar alguns que ainda não têm pergaminhos para merecerem esse mérito.
Por isso, pedem uma maior transparência e regras claras para as condecorações.
Muitos artistas têm desabafado nas redes sociais e em encontros informais, questionando os critérios de selecção e a valorização de indivíduos que, no seu ver não merecem a homenagem pela independência ou desenvolvimento de Angola.
“Estes artistas destacados nessa homenagem o que fizeram para a classe de desenvolvimento?
O que sabemos nada. Acreditamos que existe muitas ‘mãos invisíveis’ que estão a enganar o Chefe de Estado.

Os que merecem estão a ser preteridos por terceiros”, lamenta o cantor Luís Lau.
Na sua óptica, isso traduz uma certa desvalorização do mérito daqueles que realmente lutaram pela independência, ou que têm feito contribuições significativas nas suas áreas de intervenção.
Por sua vez, a estudante de artes Matilde Vanda, pede que o Executivo valorize e reconheça os verdadeiros heróis da independência e do desenvolvimento de Angola.
Nos dias 2 e 3 de Julho a cerimónia já vai na 3ª condecoração no âmbito das comemorações dos 50 anos de independência nacional.
Para as nossas fontes, na área do teatro devia constar o Grupo Experimental de Teatro, que foi o primeiro grupo após a independência a revolucionar o teatro, através de António Jacinto.
Insistem que deveriam constar os nomes de António de Oliveira (Delon), Josefa Chaves,
Roberto Figueira, Carlos Dias, Santos Cardoso esses a título póstumo, Africano Kangombe, Sérgio de Oliveira, Correia Domingos (Lobão), Armando Rosa, Carlos Araújo,
Vitória Soares (Tia Totonha), Noa Wete, Salvador Freire, Diogo Colombo, Tany Narciso,Manuel Sebastião, Kim Alves, Tony André,António Van-Dúnem, Armando Correia de Azevedo, Domingos Van-Dúnem entre outros.
Na dança acham que são merecedores de medalha o coreógrafo Domingos Nguizane, Sita Sidok, Gato Vaiola, João Cometa, Joana Perna Mbunco, Jack Rumba só para falar destes.
Já na classe da música, Robertinho, Man-Prolé e mestre Kamoço, bem como Pedrito,e Santos Júnior.
Na literatura foram excluídos o general Kudijimbe, Frederico Ningui,Fernando Kafukeno, Isabel Ferreira, Jimmy Rufino, Ovidío Pahula, Onofre dos Santos,Trajano Nankoka, Virgílio Coelho (Mateus Volódia) e Victor Kajibanga.
Nas artes plásticas Jorge Gumbe, Bastos Galiano, Clara Monteiro, António Gonga, mestre Van, Paulo Jazz, Massongi Afonso, Don Sebas Cassule, Marco Kabenda, Paulo Kussy Kabongo e estes artistas contribuíram activamente na cena artística angolana dos anos 80, explorando diferentes formas de expressão e contribuindo para o desenvolvimento dessa arte
