LUANDA, Angola – A pobreza em Angola continua a ser um dos desafios mais prementes, com estimativas a apontarem para um agravamento da situação em 2025. De acordo com um estudo, prevê-se que 17 milhões de angolanos vivam na pobreza.
A pobreza extrema aumentou 82% em oito anos, afetando cerca de 11,6 milhões de pessoas.
A realidade da pobreza é visível na vida diária da população, marcada por um desemprego alarmante que atingiu 40,6% no segundo trimestre de 2025.
A inflação, um dos principais motores do aumento da miséria, tem um impacto direto no poder de compra das famílias, com uma taxa de 19,48% em julho de 2025.
A consultora Oxford Economics indica que a inflação anual é a mais alta dos últimos sete anos.
Especialistas apontam a má gestão dos recursos naturais, a corrupção e a desigualdade na distribuição de rendas como fatores principais que contribuem para o aumento da pobreza.
Um relatório de negócios revela que os trabalhadores angolanos ficam com menos de 20% da riqueza criada no país, o que realça a enorme desigualdade social.
Além da falta de rendimento, as condições de vida são desafiadoras para uma parte considerável da população, que vive com menos de um dólar por dia.
A falta de acesso a serviços básicos como água potável e saneamento é uma realidade em muitas comunidades.
Em Luanda, a pobreza urbana é uma “armadilha” da qual muitos não conseguem escapar, devido às limitações materiais e às escassas oportunidades de rendimento.
