IGAPE ALERTA PARA PROBLEMAS NOS RELATÓRIOS DA RNA OPERAÇÕES FINANCEIRAS LEVANTAM SUSPEITAS PEDIDO DE 900 MILHÕES DE KWANZAS AO PRESIDENTE INVESTIGAÇÃO EM CURSO

IGAPE ALERTA PARA PROBLEMAS NOS RELATÓRIOS DA RNA OPERAÇÕES FINANCEIRAS LEVANTAM SUSPEITAS PEDIDO DE 900 MILHÕES DE KWANZAS AO PRESIDENTE INVESTIGAÇÃO EM CURSO
Investigação RNA
INVESTIGAÇÃO NA RNA: IRREGULARIDADES FINANCEIRAS
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IGAPE ALERTA PARA PROBLEMAS NOS RELATÓRIOS DA RNA • OPERAÇÕES FINANCEIRAS LEVANTAM SUSPEITAS • PEDIDO DE 900 MILHÕES DE KWANZAS AO PRESIDENTE • INVESTIGAÇÃO EM CURSO •

IGAPE alerta para irregularidades e operações suspeitas na Rádio Nacional de Angola

Os problemas de qualidade dos relatórios levaram uma equipa técnica do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) a realizar, no dia 01 de Dezembro de 2022, uma visita à RNA, na qual apelou à melhoria dos relatórios e da prestação de contas.

Na ocasião, o então PCA do IGAPE, Patrício Vilar, destacou que vinham sendo registadas diversas situações complexas nos reports remetidos pela RNA, à semelhança do que ocorria com outras empresas públicas.

Segundo o responsável, esses problemas eram identificados nos relatórios de auditoria externa, com destaque para falhas no registo do património. A visita teve também como objectivo fazer um ponto de situação para reduzir o número de reservas levantadas pelos auditores nos pareceres anuais.

Durante a visita, o Conselho de Administração da RNA prestou esclarecimentos sobre o desempenho da empresa, dificuldades enfrentadas, legalização dos bens patrimoniais e o processo de prestação de contas, bem como possíveis soluções para os obstáculos identificados.

Entretanto, meses antes, a 07 de Junho de 2022, ainda sob tutela de Manuel Homem como ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, ocorreram operações financeiras que despertaram a atenção dos auditores externos.

Uma delas refere-se à orientação para reduzir de 400 milhões de kwanzas para cerca de 250 milhões o valor destinado à componente técnica da cobertura das eleições de Setembro de 2022.

Já a 28 de Dezembro do mesmo ano, após a reeleição de João Lourenço, surgiu um novo plano de subfacturação na RNA. Nessa altura, Mário Oliveira assumiu como ministro e orientou o PCA Pedro Cabral a solicitar verbas para modernização técnica, infraestruturas, frota de reportagem, manutenção de sistemas e reposição de baterias.

Para justificar o pedido, foi argumentado que, durante dez anos, a empresa não recebera dotações para investimento, o que poderia comprometer gravemente o funcionamento da Rádio Nacional de Angola.

Com base no documento, o ministro enviou ao Gabinete do Presidente um pedido de reabilitação das infraestruturas no valor total de 900 milhões de kwanzas.

Em menos de sete dias, a 26 do mesmo mês, o Presidente João Lourenço autorizou o pedido, conforme despacho assinado pelo ministro de Estado e director do Gabinete do Presidente, Edeltrudes Costa.

Desde então, denúncias apontam para alegadas práticas de saque e vandalização institucional, levando a tentativas de contacto com o ministro Mário Oliveira, sem resposta até ao momento.

Antes da publicação do terceiro capítulo da investigação, continuam as tentativas de ouvir os visados, incluindo Mário Oliveira e Manuel Homem, actual ministro do Interior, em respeito ao princípio do contraditório.

Comunicações já foram remetidas aos grupos parlamentares do MPLA e da UNITA, bem como ao Presidente da República, solicitando a abertura de uma sindicância à RNA e ao Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

FONTE : O DECRETO