Irão afirma estar preparado para seis meses de guerra • Estados Unidos e Israel intensificam bombardeamentos • Ataques atingem Teerão e Beirute • Países do Golfo também são alvo de drones e mísseis
Irão afirma estar preparado para pelo menos seis meses de guerra
O Irão afirmou neste domingo que está preparado para sustentar pelo menos seis meses de guerra intensa contra os Estados Unidos e Israel, enquanto o conflito no Médio Oriente continua a escalar e já entrou no seu nono dia.
Durante a madrugada, Israel realizou um ataque considerado de “precisão” contra um hotel no centro de Beirute, no Líbano, alegadamente utilizado por dirigentes da Guarda Revolucionária iraniana.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, o bombardeamento atingiu o hotel Ramada, localizado no bairro costeiro de Raouché, causando quatro mortos e pelo menos dez feridos.
Segundo testemunhas, explosões provocaram incêndios e destruíram vários quartos do edifício, levando dezenas de hóspedes a fugir em pânico com as suas bagagens.
Enquanto isso, os Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra infraestruturas petrolíferas no sul de Teerão, incluindo um depósito de petróleo e instalações de combustível no noroeste da capital iraniana.
As forças armadas da República Islâmica garantem que conseguem manter o atual ritmo militar por pelo menos meio ano.
“As forças armadas do Irão são capazes de sustentar seis meses de guerra intensa nas condições atuais”, declarou Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária, citado pela agência iraniana Fars.
Conflito espalha-se pelo Golfo
A escalada militar já começa a afetar vários países da região. No Kuwait, drones atacaram reservatórios de combustível no aeroporto internacional, enquanto na Arábia Saudita um ataque com drone foi lançado contra o bairro diplomático de Riade.
O regime iraniano também lançou mísseis e drones contra Israel e contra países do Golfo que abrigam bases e interesses militares dos Estados Unidos.
As sirenes de alerta voltaram a soar no norte de Israel após o lançamento de novos mísseis provenientes do território iraniano.
Analistas internacionais alertam que o conflito poderá provocar uma grave crise energética global, uma vez que a região concentra uma parte significativa da produção mundial de petróleo e gás.
Segundo autoridades iranianas, cerca de mil pessoas já morreram desde o início da guerra, incluindo um número significativo de civis.
A comunidade internacional acompanha com preocupação a escalada militar, enquanto várias organizações diplomáticas tentam convocar reuniões de emergência para evitar uma guerra regional de grandes proporções.
