Accionistas da Viva Seguros reúnem-se a 31 de Março para escolha do novo PCA após polémica sobre gasto de 2 milhões de euros em camarotes no jogo Benfica–Real Madrid

Accionistas da Viva Seguros reúnem-se a 31 de Março para escolha do novo PCA após polémica sobre gasto de 2 milhões de euros em camarotes no jogo Benfica–Real Madrid
MAKAMAVULO NEWS | INVESTIGAÇÃO ECONÓMICA
Accionistas da Viva Seguros reúnem-se a 31 de Março para escolha do novo PCA após polémica sobre gasto de 2 milhões de euros em camarotes no jogo Benfica–Real Madrid
Reunião decisiva acontece num contexto de questionamentos internos sobre gestão financeira da seguradora e uso de recursos corporativos para eventos de luxo no estrangeiro.
Luanda — Os accionistas da Viva Seguros foram convocados para participar em Assembleias Gerais Ordinárias agendadas para os dias 30 e 31 de Março, num encontro que deverá decidir não apenas a aprovação de propostas orçamentais, mas também a escolha de um novo Presidente do Conselho de Administração (PCA). Disse o PCE Damien Veerapatren descreve que há um mal estar no seio dos accionistas, realçando que a VIVA Seguros tem sido um foco na midia nacional e internacional alvo de denucia de actos de desvios de fundos por parte do atual PCA o marido da Ministra das Finanças, César Sousa, A reunião ocorre num momento particularmente sensível para a seguradora, após surgirem questionamentos entre accionistas e analistas do sector sobre alegados gastos que poderão ter atingido cerca de 2 milhões de euros associados à deslocação de convidados para assistir ao jogo entre o Benfica e o Real Madrid em camarotes VIP. De acordo com informações que circulam entre investidores ligados à companhia, a iniciativa terá sido financiada pela Viva Seguros com o objectivo de levar diversas figuras públicas — tanto angolanas como estrangeiras — ao evento desportivo realizado na Europa. Fontes ligadas ao processo indicam que os bilhetes para os camarotes VIP do estádio terão custado cerca de 20 mil euros por pessoa. No total, aproximadamente 27 convidados teriam sido incluídos na iniciativa, levantando preocupações sobre a utilização de recursos corporativos da empresa para fins considerados por alguns accionistas como de natureza promocional ou privada. A controvérsia surge num momento em que os investidores deverão analisar o desempenho da administração e dos órgãos de fiscalização da companhia. Segundo o comunicado oficial da seguradora, a agenda das assembleias inclui a apreciação do relatório de governo societário referente ao exercício de 2025, bem como o relatório de avaliação de desempenho da Comissão Executiva. Outro ponto central será a votação do plano estratégico da Viva Seguros para o período 2026-2028, documento que deverá orientar a actuação da companhia num sector segurador que enfrenta desafios relacionados com regulação, capitalização e expansão do mercado. Os accionistas serão igualmente chamados a deliberar sobre a aprovação do orçamento para o próximo exercício económico, num contexto em que alguns investidores defendem maior rigor na gestão financeira da empresa. A eleição de um novo Presidente do Conselho de Administração surge como um dos momentos mais importantes da reunião, sendo vista por analistas como uma possível oportunidade para redefinir a estratégia e a governação corporativa da seguradora. Informações ligadas ao processo indicam ainda que o actual PCA da Viva Seguros terá tentado adiar a realização da Assembleia Geral Ordinária prevista para 31 de Março, encontro em que também constam na agenda a votação do orçamento, a deliberação sobre a aplicação de resultados e a avaliação do desempenho dos órgãos de gestão e fiscalização. A seguradora esclareceu que a assembleia será composta exclusivamente por accionistas com direito de voto que detenham, no mínimo, oito mil acções da empresa. Para participar, os títulos deverão estar devidamente registados em nome do accionista no livro de registo da sociedade, permanecendo sob sua titularidade até ao encerramento da sessão. Para analistas do sector financeiro, a reunião poderá revelar até que ponto os accionistas estão dispostos a questionar decisões recentes da gestão e exigir maior transparência na utilização de recursos corporativos. Num mercado segurador em expansão, mas ainda sensível à confiança institucional, a forma como a Viva Seguros lidar com estas preocupações poderá influenciar a percepção de investidores e parceiros sobre os padrões de governação da companhia.
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