LUANDA, ANGOLA — O sucesso aparente do Afrobasket 2025 começa a desmoronar com graves acusações de corrupção.
Prestadores de serviços, que aguardam há 15 dias pelos seus pagamentos, levantam a suspeita de que o Ministro da Juventude e Desportos, Rui Falcão, estaria a desviar as verbas destinadas a liquidar as dívidas do evento.
O descontentamento entre os profissionais e empresas que trabalharam no evento atingiu um ponto crítico. Após 15 dias de espera sem qualquer comunicado oficial ou explicação, a morosidade do processo financeiro levanta dúvidas sobre a integridade da gestão. Os serviços prestados, que incluíram logística, catering, transporte, segurança e comunicação, foram cruciais para a realização do campeonato e foram, supostamente, concluídos a contento.
Apesar da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) ser a entidade que liderou a organização local, é o Ministério da Juventude e Desportos, sob a tutela de Rui Falcão, que detém a responsabilidade final pelo suporte financeiro e institucional do evento. Esta cadeia de responsabilidade coloca o ministro no centro das suspeitas.
“Não faz sentido tanto atraso para pagamentos que deveriam ser prioritários”, afirmou um dos prestadores, que preferiu não se identificar por temer represálias. “O dinheiro para estes pagamentos já devia estar disponível. A única conclusão que podemos tirar, por falta de transparência, é que alguém está a reter ou desviar essas verbas.”
A ausência de respostas por parte da organização do Afrobasket e do Ministério de Rui Falcão apenas aprofunda as suspeitas. A crise financeira no pós-evento mancha a imagem da competição e coloca em cheque a gestão de verbas públicas por parte do governo. A situação exige uma investigação transparente para esclarecer o paradeiro do dinheiro e garantir que os prestadores de serviços não sejam vítimas de um esquema de corrupção.
