ANGOLA : Máfia, corrupção e desgoverno no MAPTESS

ANGOLA : Máfia, corrupção e desgoverno no MAPTESS
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Angola: Máfia e corrupção no MAPTESS
Trabalhadores denunciam nepotismo, perseguições internas e desvalorização de quadros experientes
Luanda • Documento interno dos trabalhadores

Não é vontade dos trabalhadores assumir este tipo de posicionamento público. Contudo, esta reação resulta das acções reiteradas daqueles que afirmam liderar as instituições. Enquanto organização, o MAPTESS falha, e o mais grave é a incapacidade de reconhecer esse fracasso, fruto de vaidade, complexos e ganância.

Enquanto a ENAPP continuar a funcionar como “contentor de lixo” do MAPTESS, esta instituição estará condenada ao insucesso. Saem gestores, entram outros, mas a lógica mantém-se: favorecimento de amigos, parentes ou relações próximas de antigos dirigentes, que se arrogam do compadrio para perpetuar práticas de desvio de verbas, exclusão, lavagem de dinheiro e maus-tratos aos trabalhadores.

Os trabalhadores rejeitam a narrativa de que são os beneficiários das roubalheiras, denunciando um sistema que os penaliza e silencia.

A solução para os problemas estruturais não passa pela contratação constante de novos quadros a cada nova gestão, mas sim pela valorização dos técnicos existentes e pelo combate efectivo ao nepotismo, amiguismo e cabritismo.

O facto de hoje existirem mais trabalhadores e menos resultados do que no passado é um sinal claro de regressão institucional. A pirâmide está invertida: inexperientes no topo, experientes na base.

Clima interno de desmotivação
  • Falta de reconhecimento profissional;
  • Desorganização interna generalizada;
  • Perseguição sistemática de técnicos pelos superiores;
  • Gestão desagradável e excludente;
  • Relacionamento institucional marcado por secretismo e desconfiança;
  • Ausência de motivação, orgulho e sentido de pertença.

Injustiças herdadas da gestão anterior continuam por resolver, agravando a crise de valores e manchando a reputação da instituição dentro e fora do país. Quadros experientes são descartados, enquanto recém-chegados carecem do conhecimento daqueles que se pretende afastar.

Embora se reconheçam sinais iniciais positivos da actual gestão, os trabalhadores alertam que a nova PCA começa a alinhar-se com práticas associadas à máfia da corrupção instalada.

Alerta directo à liderança

Os trabalhadores apelam à Presidente do Conselho de Administração, Dr.ª Amélia Domingos, para que evite seguir orientações de administradores e directoras associados a práticas do passado, citando nominalmente:

  • Dr. Isaac Chipalanga
  • Dr. Moreira Lopes
  • Dr.ª Eva Guilherme

Segundo o colectivo, estes quadros pertencem à mesma escola de governação que promoveu favoritismo e divisão interna, jamais conduzindo a instituição à estabilidade.

“Estamos a colocar pessoas por conveniência e não por mérito. Estamos a excluir quadros capacitados para facilitar o desvio do erário público. Estamos a regredir por opção.”

O documento conclui que as dificuldades enfrentadas pela instituição não resultam da falta de técnicos qualificados, mas sim de escolhas conscientes da liderança, que perpetuam um modelo de gestão injusto e ineficaz.