Não é vontade dos trabalhadores assumir este tipo de posicionamento público. Contudo, esta reação resulta das acções reiteradas daqueles que afirmam liderar as instituições. Enquanto organização, o MAPTESS falha, e o mais grave é a incapacidade de reconhecer esse fracasso, fruto de vaidade, complexos e ganância.
Enquanto a ENAPP continuar a funcionar como “contentor de lixo” do MAPTESS, esta instituição estará condenada ao insucesso. Saem gestores, entram outros, mas a lógica mantém-se: favorecimento de amigos, parentes ou relações próximas de antigos dirigentes, que se arrogam do compadrio para perpetuar práticas de desvio de verbas, exclusão, lavagem de dinheiro e maus-tratos aos trabalhadores.
A solução para os problemas estruturais não passa pela contratação constante de novos quadros a cada nova gestão, mas sim pela valorização dos técnicos existentes e pelo combate efectivo ao nepotismo, amiguismo e cabritismo.
O facto de hoje existirem mais trabalhadores e menos resultados do que no passado é um sinal claro de regressão institucional. A pirâmide está invertida: inexperientes no topo, experientes na base.
- Falta de reconhecimento profissional;
- Desorganização interna generalizada;
- Perseguição sistemática de técnicos pelos superiores;
- Gestão desagradável e excludente;
- Relacionamento institucional marcado por secretismo e desconfiança;
- Ausência de motivação, orgulho e sentido de pertença.
Injustiças herdadas da gestão anterior continuam por resolver, agravando a crise de valores e manchando a reputação da instituição dentro e fora do país. Quadros experientes são descartados, enquanto recém-chegados carecem do conhecimento daqueles que se pretende afastar.
Embora se reconheçam sinais iniciais positivos da actual gestão, os trabalhadores alertam que a nova PCA começa a alinhar-se com práticas associadas à máfia da corrupção instalada.
Os trabalhadores apelam à Presidente do Conselho de Administração, Dr.ª Amélia Domingos, para que evite seguir orientações de administradores e directoras associados a práticas do passado, citando nominalmente:
- Dr. Isaac Chipalanga
- Dr. Moreira Lopes
- Dr.ª Eva Guilherme
Segundo o colectivo, estes quadros pertencem à mesma escola de governação que promoveu favoritismo e divisão interna, jamais conduzindo a instituição à estabilidade.
O documento conclui que as dificuldades enfrentadas pela instituição não resultam da falta de técnicos qualificados, mas sim de escolhas conscientes da liderança, que perpetuam um modelo de gestão injusto e ineficaz.
