Espanha condena o bombardeio israelense a um hospital em Gaza: “É uma violação flagrante do direito internacional”.
Borrell defende ação legal para forçar a Europa a “fazer o que tem que fazer” em resposta ao massacre de Gaza.
O governo condenou na segunda-feira o bombardeio israelense a um hospital em Gaza, que matou cerca de 20 pessoas, incluindo vários jornalistas, denunciando-o como “uma flagrante violação do direito internacional humanitário” e pedindo uma investigação.
Em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, o governo condenou o ataque ao Hospital Nasser, localizado na cidade de Khan Yunis, em Gaza, “que resultou na morte de quatro jornalistas e civis inocentes”.
Nesse sentido, o Governo reiterou que “locais especialmente protegidos”, como hospitais, “não podem ser alvos”, denunciando que “é uma violação flagrante e inaceitável do Direito Internacional Humanitário” que rege as guerras e, portanto, “deve ser investigado”.
“À dor pela morte de civis”, acrescentou o departamento chefiado por José Manuel Albares, “soma-se a dor dos profissionais da informação, cujo trabalho é essencial e deve ser objeto de proteção especial”.
Segundo autoridades de Gaza ligadas ao Hamas, quatro jornalistas estão entre os 20 mortos. A ONU estima que cerca de 250 jornalistas palestinos foram mortos desde que Israel lançou sua ofensiva na Faixa de Gaza após o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou mais de 1.200 mortos.
Nesse sentido, o Governo deixou claro o “compromisso total” da Espanha com “o direito de acesso à informação, essencial para garantir a liberdade de expressão e o acesso à informação para todos os cidadãos”.
