Funcionário do Banco Sol implicado em venda irregular de viatura

Funcionário do Banco Sol implicado em venda irregular de viatura
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Funcionário do Banco Sol implicado em venda irregular de viatura expõe falhas de controlo interno

Um cidadão angolano denuncia ter sido lesado em 3.300.000,00 kwanzas numa alegada venda irregular de viatura envolvendo um funcionário da sede do Banco Sol, caso que já deu origem a processos na Procuradoria-Geral da República (PGR), mas que continua sem desfecho. Segundo o queixoso, o pagamento foi efectuado no dia 16 de Agosto de 2024, às 15:06:05, para aquisição de uma viatura Hyundai i10. O negócio foi apresentado por Jofre Francisco Nazare, identificado como funcionário na sede do Banco Sol, que teria afirmado que o veículo pertencia à sua esposa. A negociação contou ainda com a intermediação de um terceiro indivíduo identificado como Miguel, alegadamente funcionário do Hospital da Casa Militar, na Gamek. Confiança baseada nas instituições De acordo com o relato, o comprador decidiu avançar com o pagamento por confiar no facto de os intervenientes estarem ligados a instituições consideradas credíveis. “Por se tratar de pessoas que trabalham em instituições sérias, confiei e efectuei o pagamento”, refere. Contudo, após a transferência, os documentos essenciais — título de propriedade e contrato de compra e venda — nunca foram entregues. Investigações posteriores do próprio lesado indicam que: o veículo apresenta irregularidades; a documentação não existe nos termos prometidos; e o automóvel estará registado em nome de outra pessoa. Processos na PGR sem solução visível Face à situação, foi apresentada denúncia ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) ainda em 2024, tendo sido abertos os processos: PGR n.º 4075/24-D PGR n.º 3482/24-03 Apesar do tempo decorrido, o denunciante afirma não ter visto evolução concreta. “Já passaram mais de dois anos e até agora não vejo solução”, lamenta. Pressão sobre o Banco Sol O caso começa a levantar questões sensíveis sobre responsabilidade institucional e mecanismos de controlo interno do Banco Sol, sobretudo por envolver um trabalhador afecto à sede da instituição. O queixoso questiona: “Como é possível o Banco Sol ter na sua sede um funcionário envolvido numa prática destas?” Até ao momento, segundo o relato, não terá havido resposta formal do banco ao cidadão. Pedido de solução e não de exposição O denunciante afirma não pretender mediatização excessiva do caso, mas sim uma solução concreta. Entre as suas principais reivindicações estão: devolução integral do dinheiro pago; reembolso das despesas feitas com a viatura; e responsabilização dos envolvidos. O cidadão apela à intervenção do Ministro do Interior, do Procurador-Geral da República e do PCA do Banco Sol, esperando que o processo seja analisado com a devida atenção.