INVESTIGAÇÃO Busto reinaugurado pelo governador João Diogo Gaspar sem divulgação de custos levanta suspeitas no Cuanza Norte

INVESTIGAÇÃO Busto reinaugurado pelo governador João Diogo Gaspar sem divulgação de custos levanta suspeitas no Cuanza Norte
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INVESTIGAÇÃO — Busto reinaugurado sem divulgação de custos levanta suspeitas sobre gestão de fundos públicos no Cuanza Norte
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Busto sem preço: Governo do Cuanza Norte reinaugura monumento e esconde custo da obra

A reinauguração do busto da Rainha Nzinga Mbandi, em Ndalatando, promovida pelo Governo Provincial do Cuanza Norte, está a gerar polémica após a ausência de informações públicas sobre o custo da obra. A falta de transparência em relação aos valores investidos levanta suspeitas e reacende o debate sobre a gestão dos fundos públicos na província.

A cerimónia, realizada no âmbito das comemorações do Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, foi apresentada como parte do programa de requalificação de espaços públicos, com o objectivo de valorizar a memória histórica e melhorar a imagem urbana da capital provincial.

Durante o acto, o governador destacou a importância simbólica da Rainha Nzinga Mbandi e afirmou que a intervenção pretende reforçar o turismo cultural e o sentimento de pertença dos cidadãos.

Apesar da inauguração oficial, nenhum valor foi divulgado publicamente sobre o custo total da obra.

Falta de transparência gera suspeitas

A ausência de dados financeiros sobre o projecto tem gerado críticas entre cidadãos, activistas e observadores, que consideram a situação um sinal preocupante de falta de transparência na gestão de obras públicas.

Sem a divulgação de contratos, valores e entidades executoras, torna-se difícil para a sociedade acompanhar a aplicação dos recursos do Estado, abrindo espaço para suspeitas e questionamentos.

Perguntas que continuam sem resposta

  • Qual foi o custo total da requalificação do busto?
  • Que empresa executou a obra?
  • Houve concurso público ou contratação directa?
  • Qual foi a origem dos fundos utilizados?
  • Existe relatório financeiro acessível ao público?
  • Quanto foi pago ao escultor e às equipas técnicas?
  • Quem fiscalizou a execução da obra?
  • Por que o custo não foi divulgado na cerimónia oficial?

Debate sobre responsabilidade pública

Especialistas em governação defendem que a transparência nas obras públicas é essencial para evitar suspeitas de má gestão e reforçar a confiança dos cidadãos nas instituições.

Organizações da sociedade civil afirmam que qualquer projecto financiado com recursos do Estado deve apresentar relatórios detalhados, com valores, contratos e responsáveis pela execução.

O jornal continuará a acompanhar o caso e mantém-se aberto ao direito de resposta das autoridades provinciais e das entidades envolvidas.

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