ANGOLA
Notificado apresenta versão sobre notificação policial em Cambulo.
Luanda –:–:–
Notificado apresenta versão sobre notificação policial em Cambulo
O cidadão Jax Elias, notificado pela Secção Municipal de Investigação de Ilícitos Penais do Comando Municipal de Cambulo, na província da Lunda-Norte, apresentou a sua versão sobre os factos que poderão estar na origem da convocatória.
Em declarações, o notificado afirmou que desconhece, ao certo, o motivo da notificação, mas suspeita que esteja relacionada com denúncias feitas nos últimos meses sobre alegadas irregularidades no setor da saúde local.
Segundo explicou, no município de Cambulo teria ocorrido a desativação de cerca de cento e vinte funcionários do Ministério da Saúde, após a descoberta de vagas internas na área administrativa. De acordo com o seu relato, as vagas teriam sido preenchidas durante a gestão da então administradora municipal, Bernadete, e do ex-delegado municipal da saúde, o que, alegadamente, gerou suspeitas de favorecimento a familiares e pessoas próximas.
Após a exoneração dos responsáveis, o atual administrador municipal, Joaquim Albílio Lopes, em conjunto com o secretário municipal, Nancie Wanga, teria procedido à desativação do pessoal com a promessa de aplicar critérios legais para novo enquadramento. No entanto, segundo o notificado, o processo também teria sido marcado por irregularidades e alegado favorecimento de familiares e pessoas próximas dos novos responsáveis.
Diante da situação, o grupo de trabalhadores afetados teria apresentado denúncias há cerca de quatro a cinco meses. O caso teria chegado às autoridades nacionais, que ordenaram a investigação dos factos. De acordo com a versão do notificado, três administradores foram ouvidos e teriam afirmado que a lista dos enquadrados teria origem em orientações partidárias.
Ainda segundo o relato, a Procuradoria-Geral da República local teria notificado o primeiro secretário do MPLA no município de Cambulo. A notificação acabou por circular em grupos de WhatsApp, supostamente após um envio acidental, tendo sido posteriormente partilhada por vários membros, incluindo o próprio notificado.
O cidadão afirma que apenas teve acesso ao documento depois de este já estar a circular e que também o partilhou. Dias depois, recebeu uma mensagem informando-o de que havia sido notificado pelas autoridades.
O caso deverá agora seguir os trâmites legais, aguardando-se os esclarecimentos formais por parte das autoridades competentes.