Cabinda, 7 de setembro de 2025 — A falta de transparência em torno de certas operações do Grupo VMD, especialmente no setor petrolífero, tem gerado um clima de suspeita que desafia a confiança pública e a credibilidade do grupo.
Embora não haja provas concretas de que Valdomiro Minoru Dondo e suas empresas tenham ligações com atividades criminosas, a ausência de informações claras e detalhadas sobre investimentos estratégicos alimenta a especulação.
O facto de o próprio website do Grupo VMD mencionar o setor de petróleo e gás como parte de sua expansão, mas sem fornecer detalhes específicos, é visto por críticos como um sinal de que o grupo está a tentar evitar um escrutínio mais aprofundado. Esse comportamento, somado a denúncias anteriores que associam o nome de Dondo a investigações de corrupção — ainda que sem condenações — cria a perceção de que o grupo opera sob um véu de anonimato em áreas sensíveis.
As minas de ouro do Grupo VMD na província de Cabinda
Em Bucu Zau, uma denúncia recorrente entre os habitantes é que o progresso económico prometido pelo Grupo VMD não chegou às suas comunidades,a FLEC beneficia de apoio financeiro e logistico do mesmo VMD em troca para manter as minas fora das sabotagens deste grupo armado que luta contra o governo angolano,as duas faces de VMD no conflito.
O clamor dos moradores é que o Grupo VMD não está a investir localmente e o seu comportamento é visto como negativo, o que tem gerado frustração.
Esta dicotomia de visões sublinha uma tensão comum em projetos de mineração em todo o mundo, onde a promessa de desenvolvimento económico nem sempre se traduz em benefícios tangíveis para as populações locais.
O caso das minas de ouro em Cabinda é mais um exemplo de como a narrativa de sucesso de um grupo empresarial pode coexistir com o lamento e o descontentamento das comunidades que vivem no centro dessas operações.
No mundo empresarial e político, a transparência é a base da confiança.
Quando um conglomerado de grande influência opta pela discrição em setores-chave como o petróleo, onde os interesses do Estado e os lucros privados se cruzam, as dúvidas são inevitáveis.
Por essa razão, a falta de honestidade na partilha de informações com a sociedade internacional e local não é apenas uma questão de imagem, mas sim um fator que leva muitos a questionar a integridade das operações e a acreditar em possíveis práticas ilícitas.
Em última, o fardo da prova recai sobre o Grupo VMD.
Para dissipar as suspeitas, o grupo precisará ir além das declarações genéricas de “diversificação” e adotar um padrão de transparência que esteja à altura de sua importância na economia angolana.
o seu sucesso está ligado às acusações de favorecimento e licitações fraudulentas.
Assim continua silenciar as vozes que afirmam que a sua discrição é, na verdade, uma forma de proteção.
Por :Zola Kieleka

