SIC Vai Continuar com Detenções por Crimes de Associação Criminosa e Terrorismo
Luanda, Angola, 9 de agosto de 2025 – O Serviço de Investigação Criminal (SIC) anunciou que vai prosseguir com detenções em cumprimento de mandados da Procuradoria Geral da República (PGR). As detenções são resultado de investigações sobre crimes de associação criminosa, falsificação de documentos e terrorismo.
Acusados
- O SIC já deteve quatro pessoas, incluindo o secretário nacional para a mobilização da JURA, Oliveira Francisco (Buka Tanda), Caetano Agostinho Malungo e Emiliano Carlos Tomé.
- Entre os visados para futuras detenções estão altos responsáveis da UNITA, incluindo Adalberto Costa Júnior, presidente do partido, Adriano Sapiñala, Nelito Ekuikui, Irina Diniz, Lukamba Gato e Kamalata Numa.
Crimes
- Os acusados são suspeitos de incitar violência, desacato à ordem e terrorismo através de mensagens nas redes sociais e outras plataformas digitais.
- Essas mensagens teriam culminado em atos de vandalismo e pilhagem durante a paralisação dos taxistas em Luanda.
Imunidades
- Seis dos dirigentes acusados são deputados e gozam de imunidades.
- A PGR está trabalhando para solicitar à Assembleia Nacional a retirada desses privilégios para facilitar o andamento do processo.
Reações
- O Presidente da República, João Lourenço, a sociedade civil e as igrejas têm reiterado a importância do uso responsável das redes sociais.
- A UNITA lamentou as mortes ocorridas durante a paralisação, mas fontes do SIC consideram a condenação vaga e insuficiente.
Consequências
- Mais de 20 pessoas morreram durante os distúrbios em Luanda, Malanje e na Huíla, segundo dados oficiais.
Enquanto isso, Luanda enfrenta outros desafios, como a interrupção da circulação de catamarãs na cidade de Cabinda, que afeta mais de 600 passageiros com destino ao município do Soyo e à província de Luanda, devido às calemas
