Viagens frequentes, conexões políticas e tensões internas: nome de Hélsio Epalanga, cunhado do ministro dos Transportes, ganha força na ENNA

Viagens frequentes, conexões políticas e tensões internas: nome de Hélsio Epalanga, cunhado do ministro dos Transportes, ganha força na ENNA
Polémica na ENNA
VIAGENS FREQUENTES, CONEXÕES POLÍTICAS E TENSÕES INTERNAS NA ENNA
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NOME DE HÉLSIO EPALANGA GANHA FORÇA NA ENNA • VIAGENS INTERNACIONAIS LEVANTAM DÚVIDAS • CONEXÕES POLÍTICAS E CONFLITOS INTERNOS EM DESTAQUE •

Viagens frequentes, conexões políticas e tensões internas colocam administrador no centro de polémica

O nome de Hélsio Epalanga, actual administrador da ENNA para a área de infraestruturas, está no centro de uma crescente polémica, marcada por relatos de viagens internacionais constantes, ligações a figuras de topo do poder político e sucessivos conflitos internos dentro da instituição.

Informações recolhidas por fontes ligadas ao sector indicam que o gestor tem viajado quase todas as semanas para a Inglaterra, facto que tem levantado interrogações nos corredores institucionais quanto à regularidade, aos custos e aos reais objectivos dessas deslocações.

Nos mesmos meios, ganha força a especulação de que o administrador estará a ser preparado para assumir o cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENNA, num processo que, segundo fontes, estaria a ocorrer longe do escrutínio público.

As fontes acrescentam ainda que Epalanga mantém uma relação de proximidade e parentesco com o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, ligação que, alegadamente, lhe confere uma posição de influência reforçada dentro da empresa pública.

Antes da sua passagem pela ENNA, Hélsio Epalanga desempenhou funções de administrador na SGA, onde, de acordo com relatos que circulam entre antigos quadros, a sua gestão ficou marcada por decisões polémicas e impactos negativos que ainda hoje são alvo de críticas internas.

No plano político-administrativo, fala-se igualmente que o gestor é afilhado de Nunes Júnior, actual governador da província de Benguela, reforçando a percepção de uma teia de relações de alto nível entre gestão empresarial e poder político.

Dentro da própria ENNA, acumulam-se relatos de conflitos internos. Um dos casos envolve o então director do seu gabinete, identificado como Pinho, situação que, segundo fontes internas, terá culminado com a solicitação da sua demissão.

Há ainda informações sobre desentendimentos com uma secretária de nome Tatiana, que acabou por pedir a sua transferência para outra área da instituição.