Burlador em nome do PR à solta?

Burlador em nome do PR à solta?

Suposto burlador que estará a usar o nome do Presidente João Lourenço, passando por familiar do Alto Magistrado da Nação, já fez e continua a fazer vítimas em Luanda, amealhando muito dinheiro por meio dessa prática

O‘negócio sujo’ parece ter sido a alternativa que o cidadão identificado por Daniel de Carvalho encontrou para prosperar. De algum tempo a esta parte, este alegado burlador, através de influências na Empresa de Gestão de Terrenos Infraestruturados (EGTI) entrou no processo de venda ilegal de terrenos no Kilamba, o que terá valido a exoneração do administrador municipal Hélio de Aragão. Daniel de Carvalho, ao passar por sobrinho do Presidente João Lourenço terá ganho ‘costas largas’ por todo o lado, acaparando-se de extensos terrenos que passou a comercializar ilicitamente “nas calmas”, na companhia da esposa Mima Calei.

Toda essa história é contada a este jornal por uma das vítimas do ‘burlão’, uma alta figura pública alvo de ‘assalto’ à sua conta bancária, por via de falsificação da sua assinatura que habilitaria a Daniel de Carvalho a um chorudo crédito de milhões de dólares. Diligências do banco (maior banco comercial do mercado em termos de clientes), assustado com tão elevado valor solicitado pelo ‘sobrinho’ de JLo, tendo como avalista esta alta figura pública , resultaram na descoberta do falsário que entretanto, continua à solta e paradoxalmente sob protecção de efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC).

“Depois de o desmascarar pensamos que seria levado à justiça, para reparar os danos causados, mas a verdade é que o homem anda por aí com guardas, invariavelmente, elementos do SIC, que ora estão uniformizados, ora sem o colete, mas armados”, explica a vítima, salientando que “para além de evocar ser sobrinho do Chefe de Estado, diz também ser irmão da secretária de Estado do Comércio e Serviços”. Nessa onda de burlas, de acordo com a fonte, Daniel de Carvalho não escolhe os alvos.

“Até empresários chineses já foram enganados”, descreve esse nosso contacto, acrescentando que “por causa da sua acção, o malfeitor já passou pela Cadeia Central de Luanda, por algumas vezes, mas saiu sempre ileso em função destas ‘costas largas’”. Soube-se que também esteve ligado ao Gabinete de Saúde, acabando por comercializar ilicitamente viaturas do Estado, sob pretexto de ser agente do SIC. “Não lhe aconteceu mesmo nada”.

Daniel de Carvalho, ao que consta, é proprietário, juntamente com a esposa de uma empresa de segurança e outra de prestação de serviços que actuam em Luanda Muito frustrada, a nossa fonte quer apenas que sejam reparados os danos que este cidadão tem causado a muita gente, com recurso à justiça. “Alguém me quer sujar” Instado sobre essa denúncia, Daniel de Carvalho afirmou que estava “no mínimo” a ser alvo de um exercício de má-fé, chamando o articulista para ter “muita atenção”, porque “alguém está a tentar induzi-lo em erro”. “Alguém de má-fé está à procura de motivos. Não é verdade o que se diz. Não sou polícia, nunca fui polícia. Não tenho nada a ver”, defendeu-se. Mas ainda assim, sobre os terrenos infraestruturados indicou que é a sua esposa que possui um espaço no Kilamba adquirido à EGTI , entretanto muito cobiçado.

“Pagamos pelo espaço muito dinheiro, mas depois veio a administração municipal travar- -nos quando pretendíamos erguer ali um edifício de escritórios e lojas (porque no Kilamba não há)”, salientou. Portanto, continuou, “não nos deixaram construir, mas depois o tribunal na primeira sentença devolveu-nos o espaço como fiéis depositários. Ganhamos a causa, mas lá para cá vamos sofrendo esta guerra”, porque “o espaço está bem localizado. E o administrador exonerado Hélio de Aragão queria ficar com ele.

Um terreno de quase meio hectar”, acusou. Mas um alto funcionário do Governo Provincial que conhece a história, convida os órgãos de investigação a entrarem em campo, porque, recorrendo a um velho adágio popular, avançou que “não pode haver fumo sem fogo”.

“Havendo uma denúncia desta magnitude, envolvendo até o nome do mais Alto Magistrado da nação, o melhor a fazer é a investigação iniciar um trabalho de sapa para se chegar à veracidade dos factos e havendo danos, estes devem ser ressarcidos”, apontou, insistindo que “se pagou tanto dinheiro por este terreno, o mesmo tem outros em outras municipalidades que também +e preciso checar como os adquiriu”.

Por:n Júlio Gomes

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