Trabalhadores do sector da saúde na província da Lunda-Norte denunciam alegadas irregularidades praticadas por gestores públicos de unidades hospitalares, que estariam a proceder a alterações indevidas nas categorias profissionais de funcionários através do sistema de gestão de pessoal.
De acordo com as queixas, as mudanças administrativas têm resultado na redução ou modificação considerada injusta dos salários de vários trabalhadores, situação que está a gerar forte descontentamento no seio das equipas de saúde. As denúncias apontam maior incidência no Hospital Geral Bernardino Kamanga, onde, segundo fontes, vários profissionais já teriam sido afetados.
Os denunciantes defendem que as alterações não obedecem aos trâmites legais nem aos critérios de progressão na carreira, levantando suspeitas de abuso de poder e possível perseguição administrativa. Trabalhadores ouvidos sob anonimato afirmam que a prática tem impacto direto na estabilidade financeira e motivacional dos quadros do sector.
Perante a gravidade das acusações, é exigida a intervenção urgente das autoridades competentes para apurar os factos, repor a legalidade e responsabilizar eventuais envolvidos. Especialistas em administração pública alertam que manipulações indevidas no sistema de pessoal podem configurar infrações disciplinares e, em casos mais graves, ilícitos administrativos.
Até ao momento, não é conhecida qualquer posição oficial da direcção do Hospital Geral Bernardino Kamanga ou do governo provincial da Lunda-Norte sobre as denúncias.
O caso continua a gerar preocupação entre profissionais de saúde e deverá evoluir à medida que surjam novos elementos.
