LUANDA – A crise no Conselho Nacional da Juventude (CNJ) intensifica-se. Membros da organização estão a pressionar o seu ex-presidente, Isaías Kalunga, a convocar a assembleia geral para a realização de eleições ainda neste mês de agosto. A medida visa pôr fim à crise interna e às acusações de corrupção e má gestão que têm manchado a imagem da instituição.
A pressão sobre Kalunga, cujo mandato terminou, reflete o crescente descontentamento de uma parte da base do CNJ. A exigência de um novo processo eleitoral surge na sequência de um período de “intrigas e má gestão”, que os membros consideram ter enfraquecido a capacidade da organização de representar a juventude angolana.
A situação ganha ainda mais relevância à luz dos recentes eventos. A exclusão de Kalunga do palco no evento do MOVANGOLA na Cidadela Desportiva, onde o Presidente da ANJE, Cumbi Júnior, foi convidado a ocupar o seu lugar, é vista como um sinal claro do afastamento de Kalunga e da necessidade de uma nova liderança.
Os membros do CNJ acreditam que a realização de eleições urgentes é o único caminho para restaurar a credibilidade da organização e reconquistar a confiança dos jovens angolanos, que estão entre os mais afetados pela atual conjuntura política e económica do país.
18 de Agosto de 2025
