Ministro e o Ministério da Energia e Águas nota 0

Ministro e o Ministério da Energia e Águas nota 0

OMinistério da Energia e Águas (MINEA) está na boca das pessoas da periferia de Luanda,

por piores razões. No município do Cabo Ledo não há água potável. A água consumida

pela população vem de cisterna e, por vezes,“não é tratada”. O MINEA, dirigido por João

Baptista Borges, parece querer continuar a ser mal falado pelas gentes do Cabo Ledo que agora pertence à jurisdição da nova província de Icolo e Bengo. Paradoxalmente, o município fica entre dois grandes rios, o Kwanza de um lado e o Keve do outro, mas 50 anos, desde a ascensão do país a soberania não se consegue bombear água desses enormes cursos de água que acaba por se perder no mar sem aproveitamento.

O problema das infraestruturas como de água é notável.

Se se enveredasse a sério pela via de implantar sistemas de abastecimento do precioso líquido para beneficiar a população seria ‘ouro sobre azul’, já que disto também se alavancariam outros sectores, como da agricultura de regadio que pode ser praticada nos vastos solos aráveis desse rincão de
Icolo e Bengo. O MINE deve pensar em projectos grandes que promovam outros sectores, como o pecuário, sendo que Cabo Ledo tem um efectivo bovino considerável, e os criadores andam a braços com a água que têm de comprar caro.

Dos criadores existentes, quem estará à frente, por esta altura, é o general na reforma Tchaunda que, no entanto, diz ter encontrado uma solução para o abeberamento do seu gado com a abertura de um furo que lhe terá custado expressivos 18 milhões de kwanzas, o que não está ao alcance de todos.

O furo funciona com energia de um potente gerador que também consome muito combustível. “Como se vê os custos depois são agregados a quem vá comprar o seu boi”.

O MINEA, se investisse, teria ai uma oportunidade de buscar receitas para o Estado destes fazendeiros que estão ‘teimosos’ na mata com uma ‘porrada’ de animais, que podem ser transformados em fonte de proteína para a população.

E já houve quem disse que com apoio do Estado, o Cabo Ledo por si só pode reduzir a importação de carne bovina e de leite, em grande escala.

Mãos a obra!

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