Luanda – A liderança da UNITA veio a público refutar categoricamente as alegações sobre uma suposta perseguição a possíveis candidatos à presidência do maior partido da oposição em Angola, classificando-as como “especulações sem fundamento”.
Em uma entrevista recente à DW, Álvaro Chikwamanga, que acumula as funções de secretário-geral do partido e coordenador da comissão organizadora do XIV Congresso Ordinário, assegurou que o evento, agendado para 29 e 30 de novembro em Luanda, será um marco de inclusão e transparência. “O que estamos a fazer é a organizar bem o Congresso, ser transparentes em todos os atos”, afirmou Chikwamanga.
O secretário-geral sublinhou que, apesar dos rumores sobre tensões internas, “o partido está estável”. Ele enquadrou o congresso como um momento de renovação democrática, onde os “militantes são soberanos” e terão a liberdade de escolher o seu presidente para os próximos anos.
O evento histórico, que contará com a participação de 1.251 delegados de todas as províncias e do exterior, é, segundo Chikwamanga, alvo de grande interesse não apenas dos cidadãos, mas também “daqueles que veem a UNITA como uma ameaça à sua hegemonia e, sobretudo, à sua manutenção no poder”.
Para garantir a lisura do processo, a UNITA aposta na “base da organização, muita dedicação e inovação” e convida a comunicação social e a sociedade civil a acompanharem de perto os trabalhos do seu 14º Congresso, prometendo um balanço final positivo.

