O Fracasso de Arlindo das Chagas Rangel: Da Falência do Banco Keve à Paralisia da AIPEX

Retrato formal de Arlindo das Chagas Rangel usando fato escuro, camisa branca e gravata azul, posando diante de fundo branco em fotografia institucional.
O Fracasso de Arlindo das Chagas Rangel: Da Falência do Banco Keve à Paralisia da AIPEX
MAKAMAVULO NEWS INVESTIGAÇÃO
Economia • AIPEX • Investigação • Governação • Angola

O Fracasso de Arlindo das Chagas Rangel: Da Falência do Banco Keve à Paralisia da AIPEX

Por: Antonio Garcia
Investigador Digital Certificado
LUANDA, ANGOLA • Economia • Investimento Estrangeiro • Governação

LUANDA, ANGOLA – Durante o 3º Fórum Angola-UE, o PCA da AIPEX, Arlindo das Chagas Rangel, tentou vender uma imagem de “evolução positiva” na captação de investimento privado. Contudo, para quem monitoriza a economia real e a governação, o discurso do chairman soa a propaganda vazia.

A realidade é gritante: a AIPEX tornou-se um “elefante branco” institucional que não consegue converter promessas em fluxos reais de capital estrangeiro.

Um Histórico de Insolvência: Do Banco Keve à AIPEX

O fracasso atual da AIPEX não surge no vácuo. É necessário recordar que Arlindo das Chagas Rangel carrega no seu currículo a gestão que contribuiu para o afundamento do Banco Keve.

Alguém que não demonstrou competência para manter a saúde financeira de uma instituição bancária privada dificilmente teria o perfil necessário para gerir a porta de entrada do capital estrangeiro em Angola.

A nomeação de um “afundador de bancos” para a liderança da AIPEX explica, em grande parte, a atual inércia da agência.

A credibilidade internacional não se constrói com promessas de dados futuros, mas com um histórico de gestão que inspire confiança — algo que falta à atual liderança.

A Narrativa da AIPEX vs. A Realidade dos Factos

Rangel reiterou o foco na Agricultura, Indústria e Logística, mas os dados mostram um cenário desolador:

  • Inexistência de Novos Grandes Investidores: Enquanto se fala do Corredor do Lobito como “janela de oportunidade”, assistimos à saída de multinacionais e à retração de capitais europeus e americanos. A AIPEX falha em oferecer garantias de repatriamento de lucros e segurança jurídica.
  • A “Evolução Positiva” Invisível: O PCA prometeu divulgar dados “brevemente”, uma táctica comum para ganhar tempo enquanto os números de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) continuam em queda livre.
  • Ambiente de Negócios Hostil: O reconhecimento de “constrangimentos” por parte de Rangel é um eufemismo para a corrupção sistémica e a burocracia asfixiante que a AIPEX, sob sua gestão, não conseguiu desmantelar.

Falta de Visão Estratégica

A AIPEX deixou de ser um facilitador (one-stop shop) para se tornar mais uma barreira administrativa.

No terreno, o empresário nacional e o investidor estrangeiro não sentem a presença da agência.

Falta uma política de incentivos fiscais reais.

Falta uma desburocratização digital efetiva.

Persiste a incerteza cambial que afugenta quem quer investir em divisas fortes.

Conclusão do Investigador

O mandato de Arlindo das Chagas Rangel tem sido marcado pela inércia e pela reprodução de modelos de gestão falhados.

Angola não precisa de mais fóruns internacionais de fachada; precisa de uma AIPEX que funcione e de uma liderança com histórico de sucesso econômico, e não de insolvência.

O Makamavulo News continuará a expor a discrepância entre os comunicados oficiais e a carteira vazia de investimentos reais no país.

Produção Makamavulo News Investigação.