OMinistro da Energia e Águas (MINEA) deve ter ouvidos para captar o que se diz aos ‘quatro ventos’, sobre o abastecimento de água
para as populações. E o que deveria fazer já é dar uma explicação ao cidadão por que razão foram abandonados os antigos e inúmeros sistemas de fornecimento de água ao cidadão por gravidade nas zonas urbanas e suburbanas.
Aliás, numerosas vilas e cidades do país na era colonial beneficiaram desse sistema,simplesmente negligenciado, depois da independência.
Embora este sistema tenha sido construído para o contexto de uma população diminuta, e hoje não seriam capazes, por si só de atender a demanda, há quem avance no sentido inverso,sugerindo que a sua manutenção e alargamento traria enormes vantagens para o consumo do homem do município, da
comuna e da aldeia. Com isso, também se poderiam reduzir os elevados custos que acarreta bombear água dos rios para os consumidores, já que isso requer energia eléctrica, equipamentos sofisticados, combustível e sobretudo, muito dinheiro para a manutenção.
Mas no caso dos fontenários, ou seja, das fontes naturais de água, estas só precisam de uma preservação que não custa tanto. Sendo assim também que as coisas funcionam mesmo no mundo evoluindo. Numa região remota da Rússia, só para citar esse exemplo, há uma cidade,rodeada por montanhas, onde os habitantes vivem sem sobressaltos, embora alguns dos seus membros tenham servido na guerra com a Ucrânia em curso.
A água consumida nesta pequena, mas desenvolvida cidade do interior do território russo, brota de um fontenário preservado a preceito. Trata-se de uma água potável que, de acordo com uma peça de um
excursionista brasileiro exibida nas redes sociais, não requer qualquer aditivo químico. “É água potável da natureza”. Então se temos aqui também em Angola vários lugares onde a água pura brota da natureza sem problemas, e por ser também, por essa via, mais saudável, nada mau se nos projectos do MINEA fosse incorporada essa táctica de ir à busca dessa água.
Significa que tanto dinheiro que se gasta com sistemas ‘sofisticados’ que depois deixam de funcionar em pouco tempo de uso poderia ser poupado para servir outros interesses que impulsionem odesenvolvimento.
Fonte : Pungo a Ndongo
