Em 2015 na altura Ramiro Aleixo era diretor do jornal Agora, e foi acusado pelo jornalista Pedro Teca de ser um líder sem peito para defender os direitos dos seus subordinados diante da entidade patronal do jornal, chegando até a ser considerado uma pessoa que explora, burla, mente e frustra vários jornalistas, sobre tudo jovens inexperientes e desesperados (para um primeiro emprego).
Na quarta-feira, 8 Abril de 2015, regressei ao jornal e o director Aleixo continuava com o mesmo discurso de que não havia resolvido a situação. Daí que afirmei que passavam-se 6 meses, que o director não foi capaz de defender os meus direitos perante os donos da empresa, e que chegara a hora de eu usar os meus métodos para pressiona-los a pagarem o que me devem. Subitamente o rosto do director Ramiro Aleixo ficou roxo e indignado, afirmando que era desnecessário eu contactar um advogado ou ir ao tribunal. Saí do escritório dele, com a promessa de contactar um advogado.
No entanto, pela primeira vez decidi contactar a senhora Sónia, chefe do departamento dos recursos humanos da empresa proprietária do jornal AGORA e fui informado que apesar de ela conhecer o meu nome, nunca recebeu nenhum documento ou solicitação para a minha efectivação e que eu não existia naquela empresa.
Apresentei à ela a minha declaração de trabalhador assinada e carimbada pelo director Ramiro Aleixo, e adicionalmente a minha carta de demissão, onde o director acusa a recepção e mais uma vez promete resolver a situação. A senhora Sónia ficou chocada com a declaração, revelando que somente os recursos humanos tinha o direito de passar declarações aos trabalhadores. Acrescentou que tudo aquilo era um acto de má fé por parte do director Ramiro Aleixo, sendo também que eu não era o primeiro jornalista a ser vítima do mesmo, passando pela mesma situação.
A senhora Sónia fez cópias dos documentos que apresentei e prometeu apresentá-los aos donos da empresa.
No mesmo dia, quando eram 20h21, o director Ramiro Aleixo ligou-me solicitando que eu fosse devolver a declaração de trabalhador que outrora emitiu para eu exercer o meu trabalho, justificando que o mesmo documento “não tinha nada a ver” com a situação a ser resolvida. Retorqui que não tinha a mínima intenção de manter a mesma declaração em minha posse e que faria a devolução, tão logo ele resolvesse a minha situação. Ramiro Aleixo bravou, numa conversa que durou 7 minutos, chegando a ameaçar-me de que se eu não fosse devolver a declaração, usaria outros métodos para me forçar a fazê-lo. Disse também que recebeu um e-mail da dona Sónia e que deu a devida resposta, sendo que ela não era a pessoa indicada para resolver os actuais problemas dos trabalhadores. Mantive-me firme em minha posição e ele terminou a conversa dizendo que nunca mais iria me ligar, e que qualquer comunicação seria feita por escrito.
Para mim, aquilo foi uma tentativa de me receber a única prova que tenho, onde o director afirmou que eu era trabalhador do jornal Agora, exercendo a função de jornalista.
Posto esta publicação porque sinto-me muito injustiçado pelos actos de desonestidade e má fé por parte do director do jornal AGORA, Ramiro Aleixo, que perdeu a minha consideração pela desonestidade.
Especialista em Fake News
Ramiro Aleixo é conhecido pelas Fakes News, em Setembro de 2007, Ramiro Aleixo publicou um artigo de opinião no qual denunciava o julgamento de uma alta figura do Estado angolano e de outros três dos seus colaboradores, como farsa.
Na sua fake News Ramiro Aleixo insurgia-se contra o que considerava ser um acto de manipulação das estruturas judiciais, por parte do presidente da República, para fins políticos.
Ramiro Aleixo, acusado de calúnia, difamação e injúria contra a Procuradoria Militar e o Supremo Tribunal Militar de Angola.
Ramiro foi condenado em 2012 por esta fake News.
