LUANDA – Um texto de análise que tem circulado nas redes sociais nos últimos dias gerou um debate sobre a resposta da comunidade internacional à morte de jornalistas em zonas de conflito. A crítica central aponta para uma disparidade entre a solidariedade demonstrada em outras ocasiões e o que é percebido como um silêncio em relação à situação em Gaza.
A análise relembra a marcha de líderes mundiais em Paris, em 2015, após o ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, um evento visto como uma demonstração global de defesa da liberdade de imprensa. No entanto, o autor do texto destaca a ironia da presença de figuras como Benjamin Netanyahu nesse evento, em contraste com a morte de mais de 220 jornalistas em Gaza.
O texto enfatiza a ausência de marchas, clamor global ou protestos em solidariedade às famílias dos profissionais mortos. A crítica também se estende ao caso da jornalista Shireen Abu Akleh, questionando a falta de uma resposta internacional robusta na ocasião. A análise sugere que o mundo estaria “ocupado pela hipocrisia e pela indignação seletiva”, e que o silêncio em certas situações levanta dúvidas sobre a verdadeira consistência dos valores de liberdade de imprensa.
