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OS ASSESSORES DO PRESIDENTE E AS OPORTUNIDADES DESPERDIÇADAS
Luanda — –/–/—-
Só com muito trabalhos sério, persistência, imparcialidade, verticalidade, honestidade e patriotismo, poderemos tirar o continente do abismo, para onde uma minoria de “chefes”, com mentalidade retrograda, nos atiraram.
Em plena “guerra das tarifas” impostas pelo Presidente Donald Trump, nunca ouvi ou li que o Presidente de Angola, que por coincidência foi até ao dia 16, Presidente da União África, tivera reclamado pelo facto, de que à data da imposição das tarifas aduaneiras, as mesmas não tinham cabimento na altura protegidas pela AGOA (Lei da Oportunidade de Crescimento para África). No meu entender, encolheu-se e aceitou negociar apenas uma redução, que ainda assim, ficou acima da imposta para a maioria dos países africanos, que era de 10%.
Entretanto, o Tribunal Supremo americano decidiu, no dia 19 (sexta-feira), anular a decisão do Presidente Trump de elevar discricionariamente as tarifas aduaneiras, ordenando que as baixasse para 10% e procedesse à sua devolução em caso de solicitação. Porém, o Presidente Trump, já teve tempo de ameaçar que aumentaria novamente as referidas tarifas, porque os prazos para reclamar e litigar seriam longos, podendo estender-se a mais de 5 anos (prazo de possível extinção da dívida para os distraídos) e aumentou-as novamente para 15%, no dia 22 (segunda-feira, decorridos três dias), num acto considerado de desobediência sem precedentes.
A AGOA desde a sua aprovação, já foi prorrogada pelos Presidentes George W. Bush e Barack Obama por pressão da sociedade civil, com destaque para as empresas petrolíferas, que são quem mais beneficia da isenção de tarifas aduaneiras.
A luta da sociedade civil americana não parou e a AGOA foi prorrogada pelo Presidente Donald Trump até Dezembro de 2026. Porém, a luta tem de continuar, mas, infelizmente, até agora com pouquíssimo apoio da União Africana e dos diplomatas da maioria dos países africanos sediados em Washington, D.C. A nossa sorte, é que na cultura americana, a sociedade civil conta muitíssimo e por isso é escutada com atenção. Para ilustrar, é possível um ex-residente opinar com fundamento, sobre a nomeação de um dirigente americano junto do Congresso.
Reitero, que os assessores do Presidente João Lourenço e os “diplomatas” angolanos são muito fracos, porque na sua maioria não se aplicam. Estão mais interessados no tráfico de influências, e em dizer “amém” aos consultores portugueses e brasileiros, que, de igual modo, pouco ou nada entendem de política e da cultura americana. É claro que, aos lobbies não interessa mostrar todos os caminhos, porque senão perdem as “galinhas dos ovos de ouro”.
ACORDEM AFRICANOS: Só com muito trabalhos sério, persistência, imparcialidade, verticalidade, honestidade e patriotismo, poderemos tirar o continente do abismo, para onde uma minoria de “chefes”, com mentalidade retrograda, nos atiraram.
