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China adiciona 20 empresas japonesas à lista de controle de exportações
Luanda — –/–/—-
China adiciona 20 empresas japonesas à lista de controle de exportações
A China adicionou 20 empresas japonesas à sua lista de controle de exportações, incluindo a Mitsubishi Heavy Industries Shipbuilding, e outras 20 a uma lista de vigilância para a exportação de bens de dupla utilização, anunciou o Ministério do Comércio de Pequim. O vasto setor de exportação da China está de olho em uma breve janela de oportunidade para antecipar os embarques para os Estados Unidos após uma decisão da Suprema Corte que parece ter flexibilizado as tarifas alfandegárias – embora especialistas do setor permaneçam cautelosos com possíveis choques futuros.
Todas as atenções estão agora voltadas para a próxima cúpula de Pequim, onde o presidente dos EUA, Donald Trump, deverá se encontrar com o presidente Xi Jinping em uma visita que poderá ser decisiva para o futuro do comércio bilateral, disseram analistas e exportadores.
Os produtos chineses estavam sujeitos a uma sobretaxa adicional de 20% imposta por Trump em seu segundo mandato: taxas “recíprocas” de 10% e mais 10% em tarifas sobre o “fentanil”. Isso ocorreu antes de a Suprema Corte dos EUA derrubar essas medidas na sexta-feira.
Como medida temporária, Trump emitiu uma ordem executiva no mesmo dia, impondo uma taxa de 10% sobre todos os produtos que entram nos Estados Unidos, com vigência a partir de terça-feira. Mais tarde, ele anunciou no Truth Social que a taxa seria aumentada para 15% – o máximo permitido pela Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.
A mudança proporciona aos exportadores chineses uma redução líquida no curto prazo, limitada a 150 dias pela obscura lei comercial citada. Embora os exportadores tenham recebido bem a queda nas tarifas, alguns afirmaram que ainda enfrentam um regime tarifário complexo e com múltiplas camadas.
Os analistas também alertaram que tarifas mais duradouras e potencialmente mais elevadas ainda poderiam ser impostas ao abrigo da Secção 301 – utilizada para combater práticas comerciais consideradas desleais – ou da Secção 232, que invoca preocupações de segurança nacional.
