Manuela Pardal, recentemente exonerada do Conselho de Administração da TAAG Angola Airlines, terá viajado ao exterior sem proceder à devolução da viatura de serviço que lhe havia sido atribuída pela instituição, segundo informações apuradas pelo Makamavulo News.
A ex-administradora deixou de integrar o Conselho de Administração da transportadora aérea nacional, onde exercia funções estratégicas nas áreas de Infraestruturas, Supply Chain e Tecnologias de Informação (IT).
Após a exoneração, Manuela Pardal terá viajado de imediato para Portugal, alegadamente por receio de vir a responder à justiça angolana. Entretanto, até ao momento, está confirmado que a referida ex-administradora não procedeu à entrega da viatura de serviço pertencente à TAAG, sem que a companhia tenha tomado quaisquer medidas visíveis para a recuperação do bem institucional.
Importa ainda referir que, aquando da viagem de Manuela Pardal, embarcou igualmente o seu genro, Hélder Correia, que havia sido nomeado Diretor de Compras da TAAG pela própria sogra. Até ao momento, Hélder Correia encontra-se incomunicável, não responde a e-mails institucionais e não houve qualquer esclarecimento por parte das instâncias superiores, nem a nomeação de um substituto para aquela direção estratégica.
Na mesma linha, surge o nome de Fábio Oliveira, que trabalhou anteriormente na Refriango com Manuela Pardal, Neide Teixeira e Hélder Correia. Fábio Oliveira, residente na África do Sul, encontra-se desaparecido desde a exoneração de Manuela Pardal, considerada por muitos como o seu “porto seguro” e o de outros quadros introduzidos na TAAG oriundos da Refriango.
Fontes internas revelam ainda que o então PCE da TAAG, Nelson Rodrigues de Oliveira, quatro dias após a viagem de Manuela Pardal, deslocou-se igualmente a Portugal, onde permaneceu por cerca de duas semanas, sem que a deslocação tivesse sido formalizada como viagem de trabalho. Desde então, segundo as mesmas fontes, a TAAG passou a registar novos ataques cibernéticos.
Relativamente ao sistema SAP (Systems, Applications and Products in Data Processing), recentemente adquirido na sua versão mais atual na Alemanha por decisão da ex-administradora Manuela Pardal, com o aval do PCE Nelson Rodrigues de Oliveira, fontes afirmam que o sistema deixou de funcionar normalmente.
O SAP apresenta atualmente graves anomalias, incluindo a recuperação de dados desatualizados e a eliminação automática de informações recentes dos colaboradores.
Recorde-se que a aquisição do novo SAP foi justificada com o argumento de que o sistema anterior havia deixado de funcionar, quando, na realidade, a TAAG esteve cerca de seis meses sem acesso ao SAP.
Fontes próximas alegam ainda que o antigo sistema teria sido sabotado por ordens de Nelson Rodrigues de Oliveira, com o intuito de eliminar registos relacionados com alegados desvios de motores de aeronaves Boeing, ocorridos antes da sua nomeação como PCE.
Este assunto chegou, inclusive, à mesa do então PCE Rui Carreia, atual Secretário de Estado, que já teria assinado a exoneração de Nelson Rodrigues de Oliveira. Contudo, segundo relatos, este teria sido salvo pela então diretora Sónia Miala Hespanhol, que conseguiu convencer Rui Carreia a atenuar a decisão.
Por fim, funcionários da TAAG manifestaram o seu agradecimento às denúncias feitas pela imprensa, sobretudo no que diz respeito aos atrasos salariais. No mês de fevereiro, a TAAG retomou o seu ritmo normal de pagamentos, tradicionalmente efetuados nos dias 24 ou 25 de cada mês.
Makamavulo News — em actualização