Washington – São escassas as reacções dos 25 países africanos cujos cidadãos arriscam-se a ficar de fora dos Estados Unidos ou com restrições de acesso, caso Washington não obtenha as garantias que exige. Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe integram esse grupo.
Estados Unidos: 36 novos países, incluindo 25 africanos, ameaçados de novas restrições
Angola acolhe ainda este mês a cimeira Estados Unidos África… por ora Luanda ainda não reagiu, oficialmente, ao facto de integrar esta nova lista de países com novas restrições de acesso à América.
A mesma prudência impera em Cabo Verde, país cuja maior comunidade estrangeira no mundo, se encontra, precisamente, nos Estados Unidos.
Os cabo-verdianos, oficialmente, aguardam por um comunicado da administração norte-americana, antes de se pronunciarem, tal como São Tomé e Príncipe.
Estes 25 países africanos incluem uma lista total de 36 Estados, dispersos também pelas Caraíbas, Ásia e Pacífico.
Uma directiva assinada no fim de semana pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio atribui 60 dias a esses países para cumprirem com exigências que dizem respeito a questões de segurança, à verificação de identidade dos seus cidadãos, e à aplicação de vistos.
Em causa pode estar também a suposta falta de cooperação para facilitar a remoção de cidadãos seus dos EUA quando recebem solicitações nesse sentido.
Caso contrário os cidadãos destes países arriscam-se a ficar banidos do acesso a território americano, ou com restrições de acesso como aconteceu nas listas publicadas no início do mês por ordem executiva de Trump para 12 países, incluindo a Guiné Equatorial.
Nesta nova lista, no que diz respeito a África, para além dos 3 Estados lusófonos já citados constam países como a Etiópia, ou Estados de expressão inglesa, francesa ou árabe, como a Nigéria, Costa do Marfim ou o Egipto.
Fonte : Umit Bektas / Reuters
