A Engenharia da Escassez: Como o PROPRIV Alimenta a Nova Elite
Por: Antonio Garcia / Makamavulo News
A atual crise socioeconómica que asfixia a população angolana não é um acidente, mas o resultado de uma política de endividamento desenfreado que não beneficiou o povo. A saída da OPEP facilitou uma gestão opaca dos recursos petrolíferos, favorecendo a elite em detrimento da maioria.
O PROPRIV foi reduzido de 49 para 10 empresas até 2026, focando em setores estratégicos como telecomunicações, banca e mineração.
Ativos Prioritários:
- Unitel e Angola Telecom: O controlo das comunicações.
- Standard Bank e BCA: O domínio do sistema financeiro.
- TV Zimbo e Média Nova: A influência sobre a informação.
- Endiama e TAAG: Recursos minerais e logística nacional.
A exclusão da Sonangol e a extinção de empresas como a Edipescas demonstram uma reconfiguração do roteiro de alienação que favorece processos menos transparentes.
“O Governo está a permitir que adjudicatários utilizem créditos junto do Estado para compensar dívidas de privatizações, consolidando o património nas mãos da elite sem entrada real de capital.”
Em suma, o PROPRIV tornou-se o veículo para uma transferência de riqueza pública para as mãos de poucos, enquanto a população carrega o fardo da dívida externa e da crise interna.

