ANGOLA: Garimpo ilegal na Jamba expõe crianças ao perigo

ANGOLA: Garimpo ilegal na Jamba expõe crianças ao perigo
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ANGOLA: Garimpo ilegal na Jamba expõe crianças ao perigo Dezenas de pessoas exploram ouro ilegalmente na localidade da Palanca Crianças entre 10 e 15 anos participam na actividade de garimpo Escavações decorrem sem segurança nem assistência médica Garimpeiros pedem presença do Estado e melhores infraestruturas

ANGOLA: Garimpo ilegal na Jamba expõe crianças ao perigo

MAKAMAVULO NEWS | Huíla | Investigação

Na localidade da Palanca, a cerca de 40 quilómetros da sede municipal da Jamba, na província da Huíla, dezenas de cidadãos dedicam-se à exploração ilegal de ouro, actividade conhecida localmente por “drumo”.

Segundo uma fonte ligada à actividade, em declarações ao Folha 8, homens, mulheres e crianças participam diariamente na escavação e lavagem de cascalho, num processo realizado sem condições mínimas de segurança.

“Cada 10 a 20 quilos de cascalho pode ser comercializado entre cinco e 15 mil kwanzas, podendo o valor subir em períodos de menor precipitação”, explicou a fonte.

A área de exploração situa-se entre os municípios da Jamba, Chipindo e Kuvango, uma região apontada como tendo forte potencial aurífero.

No terreno, um grupo que se identifica como “Ordem e Tranquilidade na Palanca” terá estabelecido regras internas para organizar o acesso e a actividade de garimpo.

Grande parte das mulheres presentes na zona são provenientes das províncias do Namibe, Cunene, Cabinda e Huíla, muitas das quais afirmam ter recorrido ao garimpo por falta de emprego nas suas localidades de origem.

Além das mulheres, crianças entre os 10 e 15 anos também participam na actividade, transportando e triturando cascalho para posterior lavagem.

A situação levanta sérias preocupações quanto à exposição de menores a riscos físicos, incluindo desabamentos, lesões e sobrecarga corporal.

No local não existe unidade hospitalar nem posto de primeiros socorros, e as escavações são realizadas de forma improvisada, sem fiscalização visível.

Os garimpeiros apelam às autoridades para maior presença do Estado, melhoria das vias de acesso e criação de serviços básicos na região.

Apesar dos riscos, a actividade continua a expandir-se, impulsionada pela procura do ouro e pela falta de alternativas formais de emprego.