Parece tratar-se de coisas do ‘arcoda velha’, ou de um filme de ficção, mas não é, é mesmo o retrato real do que está a acontecer na berma da Avenida Fidel Castro, no troço entre a Cidade do Kilamba e o desvio do Zango, propriamente nas imediações da empresa Refriango, onde uma série de girafas de captação de água,montadas aí, estão a danificar o asfalto, ante o olhar impávido e sereno de quem devia
colocar ordem no circo.
É o interesse pessoal a sobrepor-se ao interesse público, depois de o Governo ter gastado milhares de dólares para a construção desta rodovia, mas a ambição desmedidapelo lucro faz com que não se respeite e nem se preserve este bem público, e, provavelmente, se fosse de um cidadão comum, os Serviços de Fiscalização (SF) da Administração Municipal do Calumbo (ADC) já deviam autuar, com a aplicação de multas pesadas.
Esta via é estratégica, dá acesso ao novo Aeroporto Internacional Doutor António Agostinho Neto (AIDAAN), e a situação agrava-se ainda mais numa altura em que os Caminhos de Ferro de Luanda (CFL) anunciaram o encerramento do ramal da Estação dos Musseques até àquela unidade aeroportuária, dificultando percorrer esse espaço em pouco tempo.portuária, dificultando percorrer esse espaço em pouco tempo.
A questão que se levanta é quem autorizou instalar aquelas dezenas de girafas na quele espaço, a julgar pelo perigo que representa em termos de conservação da via,que, presentemente,já pede uma intervenção urgente para se recolocar o tapete asfáltico, mas ao que parece o Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) estará a assobiar de lado, mesmo depois de vários apelos.

É urgente que as autoridades competentes tomem medidas para se pôr cobro a esta situação, pois, além de destruir o asfalto, tem estado também a criar congestionamento no trânsito, numa via onde circulam milhares de viaturas por dia, para o sentido ascendente e descendente.
O mais curioso é que a situação é do conhe cimento das autoridades da circunscrição,mas parece fazerem ‘ouvidos de mercadores’, ante o clamor dos autombolistas e outros transeuntes, e a situação agrava-se ainda mais em época chuvosa.
Aliás, seria nesta época de cacimbo que devia ser recuperada.
Caso a situação prevaleça, admite-se a hipótese de a degradação alastrar-se, numa altura em que cada dia que passa o asfalto
vai se destruindo, tendo em conta as deze nas, senão mesmo centenas de camiões cisternas que vão buscar água neste local, re
tirada do canal do Kikuxi, para uso doméstico e comercial, em bairros de Luanda, onde a água escasseia.
Está lançado o desafio para o Estado fazer valer a sua autoridade, sem contemplações,num país, onde cidadãos tenta fazem das suas nas ‘barbas’ de quem manda, pisotendo’ as regras.
