Restinga do Lobito: denúncias apontam ocupação de área pública para restaurante privado
Denúncias apontam o empresário Celso Víncula, alegado testa-de-ferro de Celso Rosa, presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, como responsável pela vedação de uma área pública da Restinga para a construção de um restaurante de cocktails.
O caso levanta suspeitas de abuso de influência e reacende o debate sobre a privatização informal do espaço público em Angola.
A denúncia
A tranquilidade da emblemática Restinga do Lobito voltou a ser abalada por relatos de moradores que afirmam que uma área costeira considerada património urbano e ambiental foi vedada para um projecto privado.
Segundo essas fontes, o objectivo seria a construção de um restaurante de cocktails ligado a interesses próximos da gestão do Porto do Lobito.
Captura institucional
Analistas afirmam que o caso pode representar um exemplo de captura de instituições públicas por interesses privados ligados a redes políticas.
Quando empresários se sentem suficientemente protegidos para afirmar que autoridades administrativas não podem travar obras, o problema deixa de ser apenas urbanístico e passa a ser um problema de Estado de Direito.
Legislação existente
Angola possui legislação clara sobre:
- ocupação de zonas costeiras
- ordenamento territorial
- impacto ambiental
- concessões públicas
No entanto, críticos afirmam que esses mecanismos muitas vezes são aplicados de forma desigual.
Património em risco
A Restinga do Lobito é uma formação natural rara que protege a baía e constitui um dos símbolos mais importantes da cidade.
Urbanistas alertam há anos para o risco de ocupação desordenada e privatização informal de áreas costeiras.
