LONDRES – Ao celebrar o seu 41º aniversário, o artista e produtor Coréon Dú partilhou uma profunda reflexão sobre a maturidade, a experiência e o seu contínuo compromisso em usar a arte como uma ferramenta para o diálogo. Na sua mensagem, ele enquadra a nova década não apenas como um marco pessoal, mas como uma oportunidade para redefinir o conceito de maturidade no contexto social moderno.
Segundo Dú, esta nova fase da vida é uma chance para utilizar as lições das décadas passadas — “as boas, ruins, feias e de crescimento” — como um “arquivo vivo do conhecimento”. O objetivo, afirma, é duplo: evitar a repetição de erros passados e, simultaneamente, manter-se aberto a novas aprendizagens e aventuras.
O artista contextualiza a sua visão na perspetiva cultural africana, onde atingir os 40 anos tradicionalmente eleva um indivíduo ao status de “pessoa real” e “futuro ancião”, cujas opiniões ganham um peso social significativo. No entanto, Coréon Dú posiciona o seu trabalho como uma “interrupção” dessa noção estritamente hierárquica. Em vez de assumir o papel tradicional do “Ancião”, que transmite conhecimento de forma vertical, a sua abordagem é a de um “Conector”: um facilitador de diálogos multigeracionais.
Este diálogo é catalisado através da “prática criativa”. Na visão do artista, a arte funciona como uma ponte e um espaço neutro, onde a colaboração se baseia no mérito e na visão mútua, permitindo capacitar artistas de várias idades e promovendo um intercâmbio valioso de perspetivas.
Olhando para o futuro, Coréon Dú estabelece para si uma filosofia de vida e trabalho baseada em três pilares fundamentais: “ficar curioso sobre o mundo, continuar abraçando o poder da imaginação e lembrar-se de permanecer presente”. Estes princípios, conclui, são essenciais para continuar a sua missão de construir pontes e inovar no cenário cultural.
