Luanda – Cresce a onda de descontentamento dentro da Organização da Mulher Angolana (OMA), o influente braço feminino do MPLA, com várias militantes a expressarem duras críticas à gestão da atual secretária-geral, Joana Tomás. Eleita em março de 2021, a jornalista enfrenta acusações de enfraquecimento da organização, sendo mesmo considerada por algumas como a “pior líder que a OMA já teve”.
O sentimento de frustração é palpável. “Estamos cansadas. A OMA está morta. Nunca esteve tão fraca como agora”, desabafou uma militante, refletindo uma preocupação generalizada de que a organização perdeu a sua tradicional força mobilizadora para apoiar a liderança do partido e do país.
As críticas ganham um tom de urgência com a aproximação das eleições gerais de 2027.
Fontes internas alertam que a inércia da atual liderança pode ter consequências desastrosas para o partido no poder.
“Se continuarmos assim, a OMA será culpada pela derrota do nosso partido nas próximas eleições. Precisamos de mudança”, afirmou outra integrante, sublinhando a necessidade de uma nova direção para revitalizar a organização.
Esta crise interna revela uma fratura significativa na OMA, com potencial para impactar não só o futuro da própria organização, mas também o desempenho eleitoral do MPLA. A pressão crescente poderá forçar uma reavaliação estratégica sobre o papel da mulher na política e a capacidade de mobilização de uma das mais importantes bases de apoio do partido governante.
