De Moussa Garcia a David Jah: Uma Viagem de Harmonia e Diálogo pela Legalização do Islão em Angola
Luanda — A entrevista de David Jah, actual secretário-geral do Conselho Islâmico de Angola, ao jornal OPAÍS, coloca em destaque a continuidade de uma luta por reconhecimento que tem as suas raízes no trabalho do seu antecessor, Moussa Garcia. O texto realça um percurso diplomático e de diálogo que procura um lugar de paz e tolerância para a comunidade islâmica no país.
O Legado de Moussa Garcia: Paz e Desenvolvimento
Moussa Garcia, o primeiro secretário-geral angolano, é a figura precursora desta causa.
Garcia sempre defendeu que o Governo angolano deve conceder à religião o mesmo estatuto e privilégios da Igreja Católica, defendendo a importância do Islão como força de paz e progresso.
Garcia sempre foi um defensor de uma comunidade islâmica tolerante, que contribui para o desenvolvimento socioeconómico de Angola, e promove a cultura de paz e reconciliação, respeitando as diferenças religiosas e as instituições governamentais.
Em 2006, foi Garcia quem entregou o dossier para reconhecimento oficial na Presidência da República e na Assembleia Nacional. O seu empenho foi também fundamental na reabertura da Mesquita do Lubango, que tinha sido encerrada pelas autoridades provinciais da Huíla.
Atualmente no estrangeiro, Moussa Garcia continua o seu ativismo em defesa dos direitos humanos, exercendo funções de jornalista e escritor. Em palestras e discursos, promove a paz e o progresso social, apelando à comunidade islâmica para que mantenha uma postura de neutralidade nos protestos, visando sempre a harmonia e o diálogo.
A Continuidade com David Jah: Reforço do Diálogo
David Jah assume a responsabilidade de dar continuidade a este legado de forma pacífica e harmoniosa.
Na sua entrevista, reforça a ideia de que a legalização depende da vontade política do Governo, uma vez que a comunidade islâmica cumpre todos os requisitos exigidos por lei.
A sua abordagem, mantendo a mesma convicção, procura um diálogo contínuo e construtivo.
Jah esclareceu os princípios da fé, destacando o Islão como uma religião de paz baseada no monoteísmo, e desmistificou a alegada confusão entre Maomé e Alhah.
A sua liderança representa uma nova fase na luta pelo reconhecimento, que se apoia nas bases sólidas lançadas por Moussa Garcia e continua a caminhar para um futuro de paz e reconhecimento para a comunidade islâmica angolana.
