DEEM-LHE ALGUM PRÉMIO NOBEL. SEJA O PRÉMIO DA PAZ OU O PRÉMIO DA FOME PARA JOÃO LOURENÇO, PRESIDENTE DE ANGOLA!

Em 2027 João Lourenço será o primeiro presidente da Nova República

Já que está na moda brincar-se ao Prémios Nobel, vamos a isso. Faz praticamente um ano desde que José Ramos-Horta defendeu a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Angola. Disse-o, sem pestanejos, em Julho de 2024, numa conferência em Luanda. O pretexto do Presidente de Timor-Leste foi a “extraordinária experiência” de Angola no pós-guerra. Mais por cautela do que por conveniência, José Ramos-Horta não nomeou uma figura angolana específica. Destacou, é certo, José Eduardo dos Santos como o “autor de todo esse processo”, mas não o propôs isoladamente para o galardão. Preferiu antes apontar os “dirigentes angolanos” numa colocação tão genérica quanto abstracta. Nada que tenha causado surpresas. Há boas razões para acreditar que o líder timorense teria sugerido uma figura mais exclusiva, apontando José Eduardo dos Santos, se isso não significasse uma grave desfeita a João Lourenço.

Passado quase um ano, começou novamente a corrida ao Nobel, pelo que é hora de recordar o anseio de José Ramos-Horta. Escrito de outra forma, talvez seja a hora de considerar João Lourenço na equação. 

Todas as mães sabem que o actual inquilino da Cidade Alta revela uma espécie de obsessão com a ideia de ficar o mais incrustado possível na História. Confunde-se sem dúvida com algum personagem que se quer eternizado como um obreiro de proporções homéricas. Acontece que o Prémio ‘Babacar Ndiaye 2025’ não tem nem prestígio nem aporta obra para tanto. Menos de dois meses depois de João Loureço ter vencido o prémio promovido pelo Banco Africano de Desenvolvimento, já ninguém se lembra dele. 

O Nobel da Paz, este sim, torná-lo-ia eterno. Colocá-lo-ia no Olimpo de onde deseja ser lembrado. É possível, por isso, pensarmos na fixação de um compromisso tripartido com ganhos para todos. A João Lourenço, o “empregado” do povo angolano, seria oferecido o tão cobiçável Nobel da Paz no próximo ano ou no seguinte. Ao povo angolano, o “patrão” de João Lourenço, seria garantido um país livre do regime que, paradoxalmente, o sequestra e o escraviza. Por fim, o Comitê Norueguês do Nobel ficaria com a consciência limpa e saldaria a dívida de José Ramos-Horta. Acordo fechado, ganhos para todos.