É o seu novo projecto político reconhecido pelo Tribunal Constitucional,no dia 19 do mês em
curso, e o próximo passo será trabalhar e conseguir o número de assinaturas exigidas por lei, para
sua transformação em partido político
Por : Ireneu Mujoco
Depois de não ter podido eleger um único deputado nas eleições gerais de 2022, em que participou com o PNjango, e, consequentemente, extinto por força da lei dos partidos políticos por não conseguir 0,5 porcento de votos, para manter-se como força política, ei-lo com um novo ente.
Era apenas o descanso do guerreiro, como o próprio prometeu, depois das eleições gerais, e com o credenciamento da Aliança Nacionalista de Angola (ANANGOLA), já pensa em concorrer no próximo pleito eleitoral, em 2027, mas por enquanto as atenções estão viradas para arrumar a casa, que passa pela recolha de assinaturas.
Para essa empreitada, que se afigura difícil,devido à complexidade da recolha de assinaturas, tendo em conta o número de comissões instaladoras legalizadas pelo TC,depois das eleições até ao momento, Dinho Chingunji conta com um grupo de colaboradores antigos e novos para alcançar este propósito.
Depois da publicação dos resultados eleitorais e da extinção, o P-Njango sofreu uma
‘sangria’ de membros, mas, ainda assim, alguns seguidores mantiveram-se fiéis a Dinho Chingunji, para novos desafios, apesar de em número muito reduzido.

Para contrapor a situação, Dinho, um dos poucos sobreviventes da dinastia Chingunji, depois da morte do seu tio Tito Chingunji, em 1992, na Jamba, na província meridional do Cuango Cubango, hoje Cuando, no
quadro da Nova Divisão Política Administrativa (NDPA), sonha ser um dia presidente de Angola.
E como sonhar não é proibido, aliás, a ambição de qualquer político é atingir o poder,
para governar, o político tem mais um desafio para provar aos angolanos que não atirou a toalha ao tapete, como se diz em linguagem desportiva, e de 2022 até à data,que este período lhe tenha servido para reflectir onde terá falhado, para que não conseguisse estar na Assembleia Nacional.
Enquanto militante da UNITA, a sua projecção e visibilidade política começou como representante deste seu antigo partido nos Estados Unidos da América, pela extinta e efémera UNITA- Renovada, de Eugénio Manuvakola e Jorge Valentim, segundo, quando concorreu à liderança do partido do Galo Negro, em 2003, tendo perdido para Isaías Samakuva, que liderou esta força política,depois da morte de Jonas Savimbi.
Com o surgimento da ANANGOLA, Dinho Chingunji faz parte de um restrito grupo de políticos angolanos resilientes, que, mesmo com derrotas, levantam-se e reiventam-se para novas ‘aventuras’, no mosaico políticonacional, numa altura em que faltam dois anos para a realização das próximas eleições.
Natural do Lubango, capital da província da Huíla, 60 anos, Dinho Chingunji é filho de
Samuel Piedoso Chingunji, que foi o primeiro chefe do Estado-Maior das FALA, antigo braço armado da UNITA. Além de político,este engenheiro civil, formado na Inglaterra, já foi ministro de Hotelaria e Turismo no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN)
