REPÚBLICA DE ANGOLA
SECRETARIA DE IMPRENSA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DISCURSO DO PRESIDENTE JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO NA ABERTURA DA 3.ª CIMEIRA SOBRE FINANCIAMENTO DE INFRA-ESTRUTURAS EM ÁFRICA
Excelências Chefes de Estado e de Governo;
Excelência Mohamed Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana;
Excelência Senhora Vice-Presidente da República;
Senhora Presidente da Assembleia Nacional;
Venerandos Juízes Conselheiros Presidentes dos Tribunais Superiores;
Distinta Directora Executiva da AUDA-NEPAD;
Caros Convidados;
Minhas Senhoras, Meus Senhores
É com elevada satisfação que me dirijo a todos vós, na qualidade de anfitrião desta 3.ª Cimeira para o Financiamento de Infra-estruturas em África, uma iniciativa alinhada com o Programa para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em África, a Agenda 2063 da União Africana e com os objectivos de aceleração da Zona de Comércio Livre Continental Africana.
O nosso continente posiciona-se como um dos motores de fomento do crescimento global, devendo capitalizar no dividendo demográfico, caracterizado por ter uma população maioritariamente jovem, inovadora e activa e no facto de ter abundantes recursos naturais e o crescente necessidade de integração dos seus mercados.
Entretanto, como é conhecido, África enfrenta um colossal défice de financiamento de infra-estruturas, estimado pelo Banco Africano de Desenvolvimento entre 134 e 170 mil milhões de Dólares americanos por ano, o que representa uma oportunidade para o sector privado em termos de investimento em projectos de infra-estruturas, com particular atenção para as energias renováveis, os transportes e as tecnologias de informação e comunicação.
Quero reiterar o compromisso de Angola e o nosso engajamento na construção de infra-estruturas modernas e sustentáveis que sirvam de catalisador para o crescimento económico e o desenvolvimento social do continente africano.
Quantas às infra-estruturas de produção, distribuição de águas, destacamos os grandes projetos do BITA e Quilonga Grande, para aceder a oferta de água a mais 7,5 milhões de habitantes das províncias de Luanda e Icolo e Bengo nos próximos dois anos, e a construção das barragens de armazenamento de água e respectivos canais da Cama, Noria, Calucuve e Cova da Leão, na província do Cunene, das barragens do Bem, Bombuca, Luau, Huambo, e nutrição, na província do Namibe, no quadro do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola.
Nós telecomunicações, estamos a investir em mais um satélite para observação da Terra, e a alargar a rede nacional de fibra óptica pelo país, para que as soluções digitais e inovação tecnológica estejam ao alcance de todos os Angolanos.
Os nossos desafios vão ainda consumir muitos recursos, mas estamos convencidos de que os investimentos até aqui realizados e em execução são parte fundamental da transformação estrutural que se assiste em Angola e que queremos partilhar no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africana e edificação de uma África integrada e próspera.
Precisamos de encontrar as melhores soluções de financiamento de infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias, portuárias, aeroportuárias, energéticas e de telecomunicações, não apenas para servir cada país isoladamente, mas sobretudo para que eles possam partilhar essas infra-estruturas com os países no âmbito da integração regional e continental.
Por estarmos em Angola e a falar de infra-estruturas para a integração regional e continental, não podemos deixar de falar da importância do Corredor do Lobito. O Corredor do Lobito é um projeto de infra-estruturas que liga Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia e que tem o potencial de transformar a economia da região, ao facilitar o comércio e o transporte de mercadorias.
Neste sentido, a Cimeira de Luanda, em 28 de Outubro de 2025, será um marco no caminho conjunto de formulação de políticas e de mobilização de meios para a materialização da Agenda da União Africana no domínio das infra-estruturas.
Em conclusão, reitero o compromisso de Angola em trabalhar com todos os parceiros para o desenvolvimento de infra-estruturas em África, com o objectivo de construir um continente mais próspero, integrado e sustentável.
Muito Obrigado.
SECRETARIA DE IMPRENSA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
PALÁCIO PRESIDENCIAL em Luanda, 28 de Outubro de 2025

