Funcionários da Embaixada de Angola em Paris entram em greve por falta de slarios de 3 meses
Os funcionários da Embaixada de Angola em Paris iniciaram uma greve para reivindicar melhores condições de trabalho e a regularização de direitos laborais, numa acção que tem causado constrangimentos no funcionamento normal dos serviços consulares.
De acordo com informações avançadas por fontes ligadas ao corpo de trabalhadores, a paralisação surge após várias tentativas de diálogo com a direcção da missão diplomática, sem que as principais preocupações dos funcionários tivessem sido atendidas. Entre as reclamações estão alegados atrasos salariais, falta de actualização de benefícios e condições de trabalho consideradas inadequadas.
Os trabalhadores afirmam que a greve é uma medida de último recurso, tomada depois de sucessivos pedidos de negociação que, segundo eles, não obtiveram resposta satisfatória. A paralisação poderá afectar serviços essenciais, como emissão de documentos, atendimento consular e apoio à comunidade angolana residente em França.
Fontes da comunidade angolana em Paris relatam que alguns utentes já enfrentam dificuldades para tratar de assuntos urgentes, devido à redução ou suspensão de determinados serviços.
Até ao momento, não foi divulgada uma posição oficial por parte do Ministério das Relações Exteriores de Angola nem da própria embaixada sobre a paralisação.
Os funcionários afirmam que a greve deverá manter-se até que haja uma resposta concreta das autoridades e a abertura de um processo de negociação que garanta a resolução das suas reivindicações
