Assunto: Paralisação Nacional – 25 de Abril
Vimos por meio desta manifestar, com total clareza e firmeza, o nosso profundo descontentamento diante de acontecimentos recentes que atentam contra os princípios democráticos, o respeito à cidadania e os direitos fundamentais do povo angolano.
A paralisação nacional marcada para sexta-feira, 25 de abril, surge como uma forma legítima de protesto contra duas situações graves e inaceitáveis:
- A iminente aprovação da chamada “Lei das Fake News”, impulsionada pela maioria parlamentar do MPLA — partido no poder —, que, em vez de defender os interesses do povo, tem se dedicado à consolidação de mecanismos de controlo e repressão da liberdade de expressão e do pensamento crítico. Tal proposta representa uma séria ameaça ao Estado de Direito e à democracia em Angola.
- As declarações ofensivas proferidas pela Ministra da Educação, que, com palavras desrespeitosas e insensíveis, desprezou a realidade de milhares de angolanos.
- Uma conduta inadmissível por parte de uma figura pública que deveria ser exemplo de dignidade e empatia.
Diante disso, exigimos:
- A suspensão imediata da tramitação da Lei das Fake News, para um debate público sério, plural e transparente;
- Um *pedido público de desculpas, seguido da *demissão da Ministra da Educação, cuja postura demonstrou, de forma paradoxal, uma lamentável ausência de educação e respeito para com o povo que deveria servir;
- O compromisso real com uma governação inclusiva, participativa e responsável.
Não podemos permanecer em silêncio.
O povo angolano tem o direito — e o dever — de se levantar contra qualquer tentativa de repressão ou desprezo à sua dignidade.
Por Angola. Pela Verdade. Pela Justiça.
