O Vendedor de Caos análise política sobre trabalho, militância, oposição e disputas internas

O Vendedor de Caos análise política sobre trabalho, militância, oposição e disputas internas
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OPINIÃO
O Vendedor de Caos — análise política sobre trabalho, militância, oposição e disputas internas
O Vendedor de Caos — análise política sobre trabalho, militância, oposição e disputas internas
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O VENDEDOR DE CAOS

TRABALHO SEM DIREITOS. A Rede Girassol é do MPLA. Criada em 2022. Está sob tutela do DIP. Desde Agosto de 2024, não paga a Segurança Social. Violação da lei. Crime laboral. Acto doloso. Programar a miséria futura dos trabalhadores. Negar-lhes a reforma. Roubar Direitos Fundamentais. Em 2025, nenhum trabalhador recebeu subsídio de férias. Desordem. Irresponsabilidade social. De Benguela chegam mais sinais de colapso. A Rádio Morena está em pré-falência. Meses sem salários. Funcionários abandonados. Mais um órgão do MPLA em ruptura.

GRAMÁTICA FALHA PARTIDO FRÁGIL. O DIP do MPLA em Benguela tem um problema grave. O responsável: Luciano Nahenda. Não domina a língua portuguesa. Problemas estruturais de escrita e gramática. Tentou defender a segunda secretária provincial. Falhou. Comprometeu o partido. Piorou a imagem do MPLA. O partido diz ter os melhores quadros do País. É verdade. Mas também tem ardósias. Confiança política acima da competência técnica. Este é o resultado. A emenda saiu pior que o soneto. O MPLA ficou mal na fotografia. Muito mal. Que sirva de lição.

MILITÂNCIA VS PRIVILÉGIOS. Gildo Matias, novo primeiro secretário do MPLA na Lunda Sul. Início politicamente correto. Discurso limpo. Mensagem clara: “A militância não é moeda de troca.” Não dá privilégios. Não dá favores. Não dá benefícios. Boa declaração. Boa retórica. Boa simbologia. Mas é cedo. Muito cedo. Ainda não é tempo de foguetes. Nem de arco. A política mede-se em actos. Ainda há muito por fazer. Mostrar. Provar. Não é desta que se vai dizer que o candengue está a sair bem.

CORAGEM FORA DO MPLA. Júlio Bessa, líder da CIDADANIA. Falou na Rádio Essencial. Abriu o jogo. Fez o seu exorcismo político. Disse o que viveu no MPLA. Disse o que viu. Disse o que sentiu. Foi coerente. Foi digno. Foi correcto. Enquanto esteve no MPLA: Respeitou o partido. Respeitou os camaradas. Respeitou os estatutos. Agora está livre. E pode falar. Não deve ser criticado por isso. Isso chama-se ética política. Isso chama-se caráter. Moral. Parabéns pela coragem.

POLÍTICA DO MEDO. A UNITA usa o medo como ferramenta. Sempre usou. As últimas declarações de Adalberto Costa Júnior à Lusa sugerem que a estabilidade do País, depois das eleições, depende dele. Condiciona a paz ao seu comportamento político. Chantagem. Pressão psicológica. Tentativa de intimidação. Adalberto Costa Júnior sabe que não tem hipóteses reais de vencer as eleições de 2027. Agora vende a ideia de caos. Por isso antecipa o conflito. Prepara o discurso. Mobiliza o medo. O País já viu este filme. 1992. Salupeto Pena. O resultado foi violência. Tragédia. Caos. Angola não pode voltar a isso. Jamais.

MPLA CONTRA MPLA. Transformar Higino Carneiro em alvo político é erro grave. Erro histórico. É o MPLA contra um militante com provas de lealdade política e militar dada. Uma folha de serviços invejável. O MPLA está a tratá-lo como inimigo. Como opositor. Como ameaça interna. Campanha de ódio. Campanha de perseguição. Campanha de vingança. Isso fortalece a oposição. Enfraquece o partido no poder. Corrói a pretensa democracia interna. Agora soma-se a nova lei militar: Código de Disciplina Militar + Carreiras das FAA. Despromoções. Sanções. Instrumentalização jurídica. Lawfare. Perseguição via lei. Pressão. Coerção legal. Higino Carneiro deve preparar-se. O congresso ainda vem longe. Muita água vai correr. Muita pressão também. O General que se cuide. Ele. E os seus.