
A Ausência de Angola na Tribuna: Nelson Carrinho e José Massano Fora da Lista de Oradores em Nairobi na Cimeira Africa Forward
Contrariamente ao que foi amplamente divulgado por certos órgãos de comunicação social, a delegação de Angola, composta pelo Ministro de Estado José de Lima Massano e pelo empresário Nelson Carrinho, não teve acesso à palavra durante as sessões plenárias da Cimeira Africa Forward, realizada recentemente em Nairobi. Embora Nelson Carrinho tenha alegado um convite pessoal do Presidente francês Emmanuel Macron, a realidade dos factos demonstra uma exclusão deliberada da tribuna oficial.
O Desmentido: Dados do Website Oficial
Uma auditoria técnica realizada pelo Makamavulo News nos portais oficiais do evento desmente a narrativa de “reconhecimento assinalável” de Nelson Carrinho:
- Lista de Oradores: Na listagem oficial de palestrantes do fórum “Inspire & Connect”, os nomes de Nelson Carrinho e José de Lima Massano não figuram entre os líderes e especialistas autorizados a discursar.
- Oradores Confirmados: O certame contou com a intervenção de figuras como Abdel Fattah Al-Sisi (Egito), Bola Tinubu (Nigéria), Emmanuel Macron (Presidente Francês) e António Guterres (ONU).
- Representação Angolana: A delegação de Angola permaneceu apenas na assistência, sem qualquer tempo de antena oficial para apresentar programas de agricultura familiar ou investimentos industriais.
Denúncias de Má Gestão e Exclusão
Fontes próximas da organização indicam que a exclusão da delegação angolana da lista de oradores não foi casual. Relatos sugerem que a cimeira recebeu dossiês detalhados citando falhas críticas na gestão de Nelson Carrinho em Angola:
- Incapacidade na Segurança Alimentar: Nelson Carrinho é acusado de falhar na execução do programa de segurança alimentar em Angola, apesar de ter gerido orçamentos bilionários que visavam reduzir a fome e a dependência de importações.
- Gestão de José de Lima Massano: O Ministro de Estado é descrito por críticos como um gestor de “teorias e alucinações”, cujo histórico à frente da economia nacional é marcado por escândalos de desvios financeiros e ausência de progresso real para a população angolana.
A tentativa de vender a participação em Nairobi como um “triunfo diplomático” de Nelson Carrinho é, na verdade, um exercício de propaganda institucional que não resiste à verificação de factos. A ausência de registo de discurso nos canais oficiais do evento confirma que a voz de Angola não foi ouvida na tribuna da cimeira, levantando questões sobre a verdadeira projeção internacional destes gestores e os motivos éticos que levaram à sua exclusão da lista de oradores.






