Petição Direitos Humanos: Portugal Urgido a Agir Contra Genocídio em Gaza

Petição Direitos Humanos: Portugal Urgido a Agir Contra Genocídio em Gaza

Mais de 120 personalidades, sobretudo ligadas à Cultura, são os primeiros subscritores de uma petição que pede a Portugal “um papel ativo na defesa dos Direitos Humanos e no fim do genocídio em Gaza”.

A petição, disponível online e cujo texto foi enviado antecipadamente à agência Lusa, conta entre os primeiros subscritores com figuras da música, do teatro, do cinema, das artes plásticas e da literatura, mas também da política, entre outras áreas.

Os subscritores querem que “Portugal tenha um papel ativo e relevante na promoção da paz e na defesa dos Direitos Humanos”.

Para isso, querem que sejam discutidos na Assembleia da República “três pontos fundamentais”: “A necessidade de apelar a um cessar-fogo imediato; O apelo a que Israel permita a entrada imediata de ajuda médica e humanitária para a população de Gaza, através das Nações Unidas; o reconhecimento pelo Governo e pela Assembleia da República de que está em curso um genocídio em Gaza”.

Para que a petição seja discutida em plenário, é necessário que atinja as 7500 assinaturas, recordam no texto, no qual se dirigem ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.

Entre os primeiros subscritores da “Petição para que o Governo reconheça o genocídio em Gaza e pressione Israel a permitir a entrada de ajuda na Palestina” contam-se músicos, como Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Ana Bacalhau, Paulo Furtado (The Legendary Tigerman), Ana Lua Caiano, David Santos (noiserv), Luís Nunes (Benjamin), Aldina Duarte, Ana Matos Fernandes (Capicua), Carlos Nobre (Carlão), Ana Moura, Salvador Sobral e Sérgio Godinho, e atores como Albano Jerónimo, Carolina Amaral, Gonçalo Waddington, Isabel Abreu, Ivo Canelas, Nádia Iracema, Sara Carinhas e Maria de Medeiros.

Também subscrevem realizadores como Edgar Pera, Bruno de Almeida, Rodrigo Areias, Teresa Villaverde, Pedro Serrazina, assim como o escritor José Luís Peixoto, o coreógrafo Victor Hugo Pontes, artistas visuais, como Miguel Januário (±) e Rita Gomes (Wasted Rita), o escultor Rui Chafes, a diretora da ModaLisboa, Eduarda Abbondanza, e a designer de moda Alexandra Moura.

Entre os mais de 120 primeiros subscritores encontram-se também políticos, como Catarina Martins, Joana Mortágua, Marisa Matias, João Costa e Marta Temido, e comentadores, entre os quais Pedro Marques Lopes, Luís Pedro Nunes e João Maria Jonet.

“Queremos que a Assembleia da República, onde estão eleitos os nossos representantes, se pronuncie e que recomende ao Governo um papel ativo na defesa dos Direitos Humanos e no fim do genocídio em Gaza”, lê-se no texto.

Para os subscritores, “é inadmissível ser neutral perante o que se passa em Gaza”, “é inadmissível assistir a um genocídio em silêncio”, “é inadmissível que a Europa assista em silêncio à morte de crianças que procuram comida”, assim como “nada fazer enquanto crimes de guerra são cometidos diariamente”.

“Quando, no futuro, alguém nos perguntar como foi possível assistirmos a um genocídio do nosso sofá e o que fizemos para o impedir, o que vamos responder? Um grupo de cidadãos, de várias tendências políticas ou sem elas, juntou-se para dizer que estamos atentos, de olhos postos em Gaza, e não nos conformamos com a passividade do Estado Português perante este genocídio”, afirmam os subscritores.