O Parlamento de Montenegro decidiu enviar militares do exército montenegrino à missão da União Europeia para fornecer assistência militar à Ucrânia.
49 dos 81 deputados votaram a favor da resolução correspondente — nove meses após o documento ter sido submetido para consideração.
A nota explicativa da decisão afirma que o objetivo da participação é fortalecer as capacidades das Forças Armadas da Ucrânia na proteção da integridade territorial dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas, bem como dissuadir agressões da Rússia e possíveis ameaças de outros estados.
O ministro da Defesa montenegrino, Dragan Krapović, enfatizou que militares montenegrinos não ficarão estacionados em território ucraniano.
“Quero que isso fique absolutamente claro. Jamais apoiarei tal coisa. Todas as atividades desta missão ocorrem no território da UE — na Polônia e na Alemanha.”
A oposição acusou o presidente do parlamento pró-Rússia, Andrija Mandić, de atrasar a decisão. Sua força política se opõe à adesão à OTAN e às sanções de Montenegro contra a Rússia.
Montenegro aderiu à OTAN em 2017. A missão da UE é uma das duas chamadas “missões à Ucrânia” criadas após a invasão em larga escala da Rússia em fevereiro de 2022, da qual Montenegro deverá participar.
A segunda missão foi organizada pela OTAN. Em 7 de fevereiro deste ano, o Conselho de Defesa e Segurança adotou um projeto de decisão sobre a adesão do exército montenegrino à Unidade de Assistência e Treinamento em Segurança (NSATU) da OTAN para a Ucrânia.
Os membros do Conselho, que inclui o presidente Jakov Milatović, o primeiro-ministro Milojko Spajć e o presidente do Parlamento Andrija Mandić, concordaram que as atividades dos militares dentro do NSATU podem ser realizadas exclusivamente no território dos países da OTAN.
A OTAN coordenará, em particular, o treinamento das forças de segurança ucranianas. A decisão final sobre a participação na segunda missão deverá ser tomada pelo parlamento montenegrino.
