SCÂNDALO NA TAAG: RACISMO, CORRUPÇÃO E NEPOTISMO NA ADMINISTRAÇÃO DE NELSON RODRIGUES DE OLIVEIRA

SCÂNDALO NA TAAG: RACISMO, CORRUPÇÃO E NEPOTISMO NA ADMINISTRAÇÃO DE NELSON RODRIGUES DE OLIVEIRA
Escândalo na TAAG
ESCÂNDALO NA TAAG: RACISMO, CORRUPÇÃO E NEPOTISMO NA ADMINISTRAÇÃO –:–:–
ESCÂNDALO NA TAAG: RACISMO, CORRUPÇÃO E NEPOTISMO NA ADMINISTRAÇÃO DE NELSON RODRIGUES DE OLIVEIRA
ECONOMIA

Escândalo na TAAG: racismo, corrupção e nepotismo na administração

Luanda — A TAAG, companhia aérea de bandeira de Angola, encontra-se envolta em um escândalo de racismo, corrupção e favorecimento político dentro do seu quadro administrativo, segundo denúncias de fontes internas.

O assessor Marcos Sousa teria, durante os últimos processos de recrutamento de pilotos e tripulantes, bloqueado candidatos de pele escura totalmente qualificados, selecionando apenas mulatos e familiares de membros da administração. O mesmo padrão se repetiu na tripulação, com a contratação de namoradas e filhas de chefes.

Fontes apontam que este favorecimento teria sido motivado por interesses pessoais e familiares, inclusive envolvendo o PCE Nelson Rodrigues de Oliveira, que posteriormente afastou Marcos Sousa de um novo recrutamento após ele priorizar familiares do próprio PCE.

Mas os problemas vão muito além. Entre 2022 e 2023, Marcos Sousa, então Subdiretor de Compras, foi afastado da TAAG por alegados roubos, sobre-faturações e gestão danosa, com processos em curso na PGR. Ainda assim, o mesmo continuaria a atuar na companhia, protegido por aliados internos, e agora estaria ligado ao novo Diretor de Compras, Helder Correia.

Denúncias internas afirmam que houve tentativas de despedimento de responsáveis que revelaram atrasos significativos na implementação do novo software de gestão empresarial (SAP), situação que teria causado perdas milionárias.

A situação na TAAG incluiria ainda casos de demissão de funcionários doentes, incluindo vítimas de AVC durante o serviço, além de alegados desvios de bilhetes de facilidades de cargas destinados aos trabalhadores.

Colaboradores questionam por que as autoridades permanecem em silêncio diante das denúncias. O cenário descrito aponta para uma companhia pública marcada por favoritismos, nepotismo e suspeitas de corrupção sistémica.