CORRUPTO BENTO KANGAMBA FEZ DA MILITÂNCIA NUM NEGÓCIO DENTRO DO MPLA

CORRUPTO BENTO KANGAMBA FEZ DA MILITÂNCIA NUM NEGÓCIO DENTRO DO MPLA

“O REI DO DINHEIRO SUJ0”: COMO BENTO KANGAMBA TRANSFORMOU MILITÂNCIA EM NEGÓCIO” No coração do MPLA, onde antes pulsava o orgulho militante e a devoção à bandeira, hoje reina a desconfiança, o oportunismo e o poder corrosivo do dinheiro. Bento dos Santos “Kangamba”, empresário, figura polémica e dirigente partidário, é apontado por veteranos do partido como o homem que desfigurou a alma do MPLA e comprou o silêncio de uma militância que antes lutava por convicção, não por trocos.Em declarações exclusivas ao Agita News, um militante sénior, que preferiu o anonimato, foi taxativo:“O afecto acabou. Kangamba trouxe o víc!o do dinheiro para dentro do partido. Hoje, ninguém se move sem ser pago. Aquilo que era patriotismo virou negócio.” Desde que o magnata se infiltrou na estrutura do partido em Luanda, a militância transformou-se num sistema de compra e venda de presenças. De cima a baixo, os militantes são mobilizados à força do dinheiro, destruindo o sentido ideológico e a disciplina que, durante décadas, foram marcas de identidade do MPLA.“Antes falava-se de amor à bandeira e ao líder. Hoje fala-se em envelopes e transferências. Kangamba é tratado como um deus, mas é o símbolo do declínio moral do partido”, disparou outro militante ouvido pelo Agita News. O politólogo Ismael Garcia vai mais longe e lança um alerta à liderança do MPLA:“ O partido perdeu o rumo ético. Se continuar a confundir mobilização com suborno, o MPLA corre o risco de perder o que ainda resta da sua legitimidade histórica. Kangamba é apenas o sintoma visível de uma doença mais profunda.” A presença e a influência de Bento Kangamba tornaram-se, assim, um espelho cruel do que o MPLA se tornou: uma máquina política enferrujada, movida a interesses pessoais, sustentada por dinheiro fácil e pela complacência de dirigentes que já não inspiram apenas pagam. Enquanto o partido fecha os olhos ao estrago, os militantes de base assistem à morte lenta da ideologia, trocada por notas e promessas ocas.