Isaías Kalunga: Usurpação de Funções e Representação Ilícita Afrontam Diretamente o Estado Angolano

Isaías Kalunga: Usurpação de Funções e Representação Ilícita Afrontam Diretamente o Estado Angolano

A persistência de Isaías Domingos da Cunha Mateus “Kalunga” em permanecer na Presidência do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), após a notificação formal do fim do seu mandato de representação pela União Nacional dos Estudantes Angolanos (UNE-Angola) e a subsequente confirmação pelo Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD), configura um ato grave de usurpação de funções e representação ilícita, que se traduz numa afronta direta ao Estado angolano. O Ofício do MINJUD, datado de 13 de Outubro de 2025, é claro e categórico: reconhece a autonomia e a legalidade da decisão da UNE-Angola de cessar as prerrogativas de representação de Kalunga. O Ministério alerta expressamente que qualquer conduta em sentido contrário pode configurar ilícito criminal.No entanto, a resposta documentada de Isaías Kalunga e o seu declarado intento de se manter “firme” na liderança, desqualificando a decisão oficial como “palhaçada” e negando o seu significado, demonstram um desrespeito inaceitável pela hierarquia institucional e pelo princípio da legalidade.Ao ignorar o órgão de tutela e a entidade que lhe conferiu legitimidade, Kalunga não só viola os estatutos do CNJ, como desafia abertamente o poder administrativo do MINJUD. Este comportamento configura uma tentativa de perpetuação no poder que é incompatível com a transparência e a ética exigidas a um líder juvenil.A manutenção forçada no cargo após ter sido despojado da sua representação legal é, para todos os efeitos, uma violação da ordem pública associativa. A juventude angolana e as suas instituições representativas não podem ser reféns de interesses pessoais que se sobrepõem à lei e à sã convivência democrática.Exige-se a imediata saída de Isaías Kalunga da liderança do CNJ e o respeito pela transição anunciada, sob pena de incorrer nas responsabilidades civis e criminais que o próprio MINJUD alertou.