TAAG envolvida em contratos milionários, benefícios ilegais e suspeita de fuga ao fisco
A TAAG Angola Airlines volta a estar no centro de uma grave polémica, após denúncias internas revelarem a existência de contratos considerados irregulares, salários milionários e alegada fuga às obrigações fiscais, num esquema que estaria a beneficiar figuras próximas da actual gestão.
Segundo informações chegadas ao Makamavulo News, a administradora para a área de Capital Humano, Neide Teixeira, terá contratado uma consultora externa de nome Elina Rocha, com um contrato de prestação de serviços avaliado em 6 milhões e 300 mil kwanzas mensais — valor superior ao salário da maioria dos directores da companhia.
Contrato de consultoria com regalias de efectiva
Apesar de formalmente enquadrada como prestadora de serviços, a consultora usufrui de benefícios reservados aos colaboradores efectivos da TAAG, incluindo:
- Bilhetes de facilidade
- Férias
- Subsídio de alimentação
- Viatura de serviço
Segundo fontes internas, o contrato seria considerado “falso”, isentando a consultora do pagamento de INSS e IRT, o que levanta suspeitas de fuga ao fisco e violação da legislação laboral angolana.
Em contraste, os directores da empresa sofrem os descontos legais, fazendo com que o valor líquido recebido pela maioria não ultrapasse os 4 milhões de kwanzas.
A assinatura do PCE levanta suspeitas
Outro elemento apontado na denúncia é o envolvimento directo do presidente da Comissão Executiva, Nelson Rodrigues de Oliveira, cuja assinatura consta no contrato celebrado com a consultora.
Fontes internas afirmam que esta situação reforça a percepção de conivência com práticas consideradas ilícitas, alimentando um sistema de privilégios para um grupo restrito.
Ligações antigas e “importação” de quadros
As denúncias indicam ainda que Elina Rocha terá trabalhado anteriormente na empresa Refriango, juntamente com outros profissionais que, segundo as mesmas fontes, foram admitidos na TAAG nos últimos dois anos com salários acima da média interna.
Enquanto isso, trabalhadores antigos da companhia continuam a receber salários considerados baixos, agravando o clima de revolta, desigualdade e desmotivação dentro da empresa.
Exigência de auditoria urgente
Diante da gravidade das denúncias, fontes ligadas à companhia exigem a revisão imediata de todos os contratos celebrados durante a actual gestão, bem como uma auditoria financeira e laboral independente para apurar responsabilidades.
O objectivo, segundo as fontes, é travar aquilo que muitos já classificam como um esquema de favorecimento institucionalizado.
