A Saga dos Moto-Taxistas em Angola: Entre a Necessidade e o Caos Urbano

A Saga dos Moto-Taxistas em Angola: Entre a Necessidade e o Caos Urbano

A Saga dos Moto-Taxistas em Angola: Entre a Necessidade e o Caos Urbano

 

LUANDA – O serviço de moto-táxi, que teve sua origem modesta no Huambo nos anos 80, tornou-se uma força imparável no tecido urbano angolano, especialmente na capital, Luanda. A atividade, que começou como uma alternativa tímida após a destruição da fábrica de motorizadas Yamaha, a Ulisses, pela guerra, hoje apresenta uma dualidade marcante: é uma solução vital para a mobilidade e, ao mesmo tempo, um desafio crescente para a segurança rodoviária.

A ascensão do moto-táxi em Luanda é inegável. O serviço atende a uma necessidade premente da população, transportando pessoas e bens de um ponto a outro em uma cidade conhecida por seus engarrafamentos. No entanto, o texto aponta para uma realidade preocupante. Muitos dos chamados “motoqueiros” chegam à capital sem a devida capacitação ou conhecimento das regras de trânsito. A condução “de qualquer maneira”, invadindo passeios e circulando na contramão, coloca em risco a vida dos próprios motoristas e de seus passageiros.

A falta de habilidade desses condutores é vista como uma das principais causas do aumento de acidentes rodoviários, que tem contribuído para engrossar as estatísticas de vítimas em Angola. Embora a Associação dos Moto-taxistas e Transportadores de Angola (AMOTRANG) promova campanhas de sensibilização, o texto sugere que ações mais estruturais são necessárias.

A principal proposta é a criação de vias exclusivas para estes veículos, incluindo ciclovias, que também incentivariam o uso de bicicletas. O autor argumenta que as motos de três rodas, sendo meios de transporte lentos, atrapalham o fluxo de carros e contribuem para o congestionamento. A solução, de acordo com o texto, é inspirar-se em exemplos de outras cidades globais que já implementaram vias apropriadas para esses veículos, permitindo que as cidades angolanas “respirem um ar mais acolhedor”.