O Presidente de Angola é João Lourenço. Ele assumiu o cargo em 26 de setembro de 2017 e foi reeleito em 2022
Quem teve o cuidado de olhar para os factos além do óbvio, não deixou passar o tempo.
Fez soar os alarmes na primeira hora, porque a tragédia da governação de João Lourenço começou a desenhar-se desde o dia inaugural.
O seu discurso belicoso e toda a encenação a que recorreu para fazer-se de antítese de José Eduardo dos Santos não enganaram os mais atentos.
Desde o primeiro momento que começou a ficar claro que não havia estratégia, não havia plano, não havia consciência.
Pelo menos nada que fosse do efectivo e genuíno interesse do país.
Pelo que veio a revelar-se, o que havia eram notas escritas em agendas de bolso com nomes dos que deviam ser combatidos, custasse o que custasse, e dos que teriam de ser protegidos, houvesse o que houvesse.
Eram rabiscos visíveis sobre o que seria necessário para que os poderosos da vez nutrissem ainda mais as contas bancárias no sistema, enchessem as arcas escondidas em lugares inacessíveis por Angola e pelo mundo e engordassem os cofres protegidos em paraísos fiscais espalhados por todo o lado.
Paradoxalmente, a farsa começou a revelar-se justamente no ponto que valeu a João Lourenço as primeiras ovações.
Foi precisamente na alegada abertura da comunicação social.
Algumas leituras precipitadas confundiram um certo pseudojornalismo com a tão desejada abertura editorial e acenderam de imediato as tochas que simbolizariam o alegado progresso democrático.
Não podiam ter estado mais enganadas e, embora negligenciados, tecnicamente os sinais eram evidentes.
