Empresas africanas e americanas estão crescendo juntas

Empresas africanas e americanas estão crescendo juntas

Empresas africanas e americanas estão crescendo juntas

Cúpula Empresarial EUA-África em Luanda Gera US$ 2,5 Bilhões em Negócios e Reforça Parcerias LUANDA, Angola – A 17ª Cúpula Empresarial EUA-África, realizada em Luanda de 22 a 25 de junho de 2025, estabeleceu um novo marco nas relações económicas entre os dois continentes, gerando um recorde de US$ 2,5 bilhões em acordos e compromissos. O evento reuniu cerca de 3.000 líderes empresariais e governamentais, incluindo 12 chefes de Estado, com o objetivo de “desbloquear o imenso potencial das parcerias entre África e América”. O comércio entre os Estados Unidos e a África já vinha numa trajetória de crescimento, totalizando cerca de US$ 71,6 bilhões em 2024, com as exportações americanas para o continente a aumentarem 11,9%. A cúpula, organizada pelo Corporate Council on Africa (CCA), serve como uma plataforma crucial para expandir esta prosperidade partilhada, alinhada com iniciativas como a Lei de Crescimento e Oportunidades para a África (AGOA).Parcerias Estratégicas em DestaqueUm exemplo do sucesso da cúpula foi a colaboração entre o Grupo Opaia, um conglomerado multissetorial angolano, e a empresa de engenharia americana KBR. Agostinho Kapaia, CEO do Grupo Opaia, revelou que as duas empresas discutiram um plano diretor de dez anos durante o evento.Esta parceria já está a materializar-se no projeto da fábrica de fertilizantes Amufert, um investimento de US$ 2 bilhões com inauguração prevista para 2027. A fábrica irá produzir 1,38 milhão de toneladas de fertilizantes por ano e empregará 4.700 pessoas entre a construção e a operação. Segundo Kapaia, os planos discutidos na cúpula incluem a construção de uma segunda fábrica que “dobrará a capacidade de produção”. Angola e África: Um Continente de OportunidadesA escolha de Angola para sediar a cúpula foi vista como um “bom sinal de que o país tem condições de organizar este tipo de evento” e uma prova de que “o governo angolano está aberto aos negócios”.Carla Stone, presidente do World Trade Center Delaware, destacou o potencial económico do continente, afirmando: ” A África tem seis das dez economias de crescimento mais rápido, então é muito lógico que as empresas queiram fazer negócios aqui”. A cúpula não só fortaleceu os laços transatlânticos, mas também impulsionou a narrativa de um continente africano em rápido desenvolvimento, com barreiras comerciais internas a diminuir graças à Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), criando mais oportunidades para africanos e americanos.